O Descalço que era podre de rico

manuel dias rodriguas descalço.PNG

 

“Senta-te meu dinheiro!”, dizia o Descalço d’Évora quando o tratavam com deferência. Ninguém diria que aquele homem barbudo, maltrapilho, trajando como qualquer trabalhador rural, era senhor de uma das maiores fortunas do Alentejo.

 

A história que vou aqui contar explica a origem da expressão “Senta-te meu dinheiro…!”, ainda comum no Alentejo e atribuída à curiosa figura do “Descalço d’ Évora”. Tudo se terá passado há muitos, muitos, anos, na Herdade de São Bento (Alcácer do Sal), afamada pela caça grossa, entre a qual ressaltavam belos veados.

Os pormenores foram-me revelados por Adelaide Sousa, senhora de 87 anos de idade, dona de uma prodigiosa memória e de um sentido de humor precioso:

cena de caça.GIF

“Juntavam-se os grandes lavradores e vinham matar os bichos. O proprietário da herdade, Adriano Mora*, convidava os das suas relações. Caçavam e depois vinham todos almoçar num terreiro onde havia uma palmeira muito grande.

Quase todos se foram vestir para ir para a mesa, mas houve um que não trocou de roupa, porque depois ainda iam voltar à caça: tinha um boné em frangalhos na cabeça, ceifões na pernas e um casaco velho, rasgado nas mangas.

O feitor estava à entrada e ia acolhendo os convidados, mas viu aquele maltrapilho e disse: “O senhor não entra!”. E o outro: “Não entro? Está bem, o senhor é que manda”.

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Voltou para trás e encostou-se à palmeira, à espera. Estavam já em meio de comer, quando chega o senhor Mora, o patrão. Contou os convidados e disse logo: “Falta aqui um!”. Quem é, quem não é? Faltava o senhor Descalço d’ Évora.

Abalou tudo ‘à pergunta dele’ e encontraram-no. O senhor Mora deu uma grande descompostura no feitor e pediram imensa desculpa. Foi então que levaram o homem para a mesa, disseram-lhe para se acomodar e ele, ao chegar ao pé do banco disse assim: “Senta-te aqui, meu dinheiro, que um homem sem dinheiro não vale nada”.

Desde aí, esta frase foi repetida inúmeras vezes e passada de pais para filhos. O episódio é replicado com variantes e diferentes localizações, embora com o mesmo protagonista: Descalço d’ Évora. Significa que o homem não vale por si, mas só na medida dos bens que possui, porque quando se apresenta simplesmente como é, sem alarde do que tem, não é reconhecido ou valorizado.

Mas, quem era o famoso Descalço d’ Évora?

Este homem, com longas barbas brancas, que fazia questão de se apresentar como qualquer “rural”, com pelico e safões regionais, garruço de lã ou chapéu de borla, era um dos maiores e mais prósperos proprietários alentejanos.

Trata-se de Manuel Dias Rodrigues Descalço (1872-1959), dono da colossal Herdade do Esbarrondadouro, perto de Évora, onde chegaram a trabalhar 300 pessoas.

Descrita como uma pequena cidade, albergava fábricas de moagem e lagar, oficinas de ferreiro, abegão e carpinteiro e uma poderosa central de energia elétrica.

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Detinha mais 24 propriedades arrendadas, num total aproximado de 9.470 hectares, nos distritos de Portalegre, Estremoz, Évora e Setúbal. Produzia quantidades astronómicas de gado, cortiça, lã, azeite, fruta e cereais.

Talvez por isso, estivesse entre os fundadores da Fábrica dos Leões (nas imagens), da Sociedade Alentejana de Moagem, fornecedora de farinha, massas e bolachas para toda a região.

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Mas, a sua atividade era ainda mais diversificada do que isso: em 1926 surge como sócio da Estevam Fernandes Lª, destinada à venda de automóveis Ford e tratores agrícolas; dois anos depois é sócio e gerente da Descalço & Coelho Ldª, vocacionada para o “comércio de comissões e consignações”; em 1945, está nos corpos sociais do Banco do Alentejo e é como credor – ao apoderar-se de quotas pertencentes a um comerciante que não conseguiu honrar o serviço de uma dívida – que aparece ligado ao emblemático Café Arcada, situado na praça do Giraldo, em Évora (na imagem) – Ver à margem.

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Manuel Dias Rodrigues Descalço acabaria por unir a sua família aos Torres Vaz Freire, clã prestigiado daquela cidade e que, em finais do século XIX, enfrentava problemas financeiros.

Os Descalço, que já possuíam vasto poder económico, ascendiam, deste modo, no que ao estatuto social dizia respeito..

O “Descalço d’ Évora”, no entanto, parece nunca se ter iludido com tão fulgurante percurso. Sabia que aqueles que se vergavam à sua passagem, o bajulavam e requeriam a sua presença, faziam-no mais ao seu dinheiro, do que ao indivíduo que o ganhara.

Porque, como bem dizia, “Um homem sem dinheiro não vale nada”.

 

À margem

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A partir de 1942, todos os grandes negócios faziam-se no Café Arcada, ali na emblemática praça do Giraldo, em Évora, por onde passavam os importantes daquela cidade e os grandes lavradores das cercanias. O mote foi logo dado no dia 14 de fevereiro, data da inauguração, com um jantar à americana (para famílias).

A iniciativa do estabelecimento coube a António Justino Mexia da Costa Praça, Celestino Costa, António Borges Barreto e Basílio da Costa Oliveira, que acabaria por perder a sua quota para o senhor Descalço. Desconhecemos é se este esteve presente na inauguração, já que foi obrigatório o uso de trajo de passeio…

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O espaço afirmou-se, durante muito tempo, como sinónimo de qualidade, chegando a ser apontado como um dos melhores do País. Possuía três entradas e a principal tinha a particularidade de ser ocupada por uma glamorosa porta giratória, que provocou enorme frisson. Lá dentro, havia uma pequena papelaria/tabacaria – O Charuto – e cerca de cem mesas onde eram servidas as mais saborosas iguarias, ao som da banda residente.

O “Arcada” seria retratado na literatura, pelo escritor Vergílio Ferreira que, na obra biográfica Aparição, relata um encontro naquele café, onde, contaria depois, Alberto Miranda, amigo que convidara para ser padrinho de casamento, lhe terá patrocinado a boda, que se resumiu a bolos e um galão para cada um dos noivos.

Mas isso é outra história…

“O descalço d’Évora,

roto, mas podre de rico,

chega, à tarde, ao Arcada;

logo o garçon o atira à rua;

mas o dono vai rebuscá-lo de volta.

Ele, acomodando, exclama:

Senta-te, meu Dinheiro.”

(Ângelo Ôchoa)

…………………………………………..

* Adriano Tavares Mora (1886-1951), chegou a ser presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal e administrador deste concelho.

……………………………………………

As imagens 2 e 3 são meramente ilustrativas da caça na região e do tipo de vestuário utilizado.

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Fontes

Agradeço a Maria Antónia Lázaro, que me apresentou a dona Adelaide Sousa.

 

Paulo Eduardo Guimaráes, Elites e indústria no Alentejo (1890-1960), Biblioteca – Estudos & Colóquios | 12, Évora, Publicações do Cidehus, Edições Colibri, 2006. Disponível aqui:

Elites e Indústria no Alentejo (1890-1960) – Capítulo 2. As associações capitalistas eborenses e o seu papel: actores, áreas de negócio e ritmos de formação (1889-1960) – Publicações do Cidehus (openedition.org)

HELDER BARROS: Poesia – O Meu Amigo e Poeta Ângelo Ôchoa, interpela-nos com o Poema: “O descalço de Évora!” (informaticahb.blogspot.com)

Texto de José Francisco Banha em: (20+) Há Dias em Évora | Facebook

Texto de Ofélia Sequeira, em Almanaque Alentejano – N.º 8 – 2012 (aeje.pt)

Portal de Genealogia | Geneall.net

“Aparição”, de Vergílio Ferreira – RTP Ensina

Café Arcada / Évora (cafeshistoricos.pt)

 

Imagens

Portal de Genealogia | Geneall.net

Arquivo Municipal de Alcácer do Sal

Cena de Caça

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Três homens

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Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora

Exterior da Fábrica dos Leões

Eduardo Nogueira, 1938, PT/AFCME/AF/EDN/3275/10109

 

Proprietários e Trabalhadores da Moagem Eborense Lda.

Eduardo Nogueira, 1940, PT/AFCME/AF/EDN/3275/10110

 

Reprodução de imagem da fonte da Praça do Giraldo

Eduardo Nogueira, 1940 – ? (Produção) PT/AFCME/AF/EDN/3226/23

 

Interior do Café Arcada

David Freitas, 1938, Cota DFT3021

 

Viver Évora: Évora Perdida no Tempo – Interior do Café Arcada (viverevora.blogspot.com)

 

Café Arcada / Évora (cafeshistoricos.pt)

40 responses to “O Descalço que era podre de rico”

  1. Gosto destas histórias e, recentemente, também andei às voltas com uma rua de Sintra, cuja história também me foi contada por uma senhora de 86 anos, igualmente com uma excelente memória.Deixo-lhe aqui se tiver interesse em ler:https://classeaparte.blogs.sapo.pt/as-historias-e-toponimias-que-cabem-em-56835?tc=113143641538.Cumprimentos

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    1. Olá! Já li e gostei muito. Obrigada!

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  2. Avatar de Helena Carvalho da Silva
    Helena Carvalho da Silva

    Adorei toda a explicação e enquadramento da Frase e do seu autor. Obrigada

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    1. Obrigada! Ainda me faltou dizer que a dona Adelaide é uma simpatia, porque é mesmo e dá gosto falar com ela. Beijinhos.

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  3. Um mimo, como sempre. Obrigado.

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  4. Muito interessante, obrigado pela partilha, como sempre. O que é curioso em tudo é que a mesmíssima ideia ainda continua demasiado nos dias de hoje – as histórias que lhe poderíamos contar!Bem, mas o que aconteceu depois a este Descalço d’Évora? E… era Judeu, ou apenas o parecia ser?

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    1. Olá! Muito obrigada! Acredito. Gostava até de ouvir essas histórias…O sr. Descalço morreu aos 86 anos, no dia 5 de janeiro de 1959, na mesma freguesia onde havia nascido: Nossa Senhora da Graça do Divor, Évora. Casou duas vezes e teve pelo menos três filhos. Não sei se era judeu, porque, como era natural, todos os registos foram feitos pela Igreja Católica. Curioso é que o apelido Descalço parece ter surgido apenas a partir do seu pai, pois nem este o mencionoiu quando registou o filho, nem o avô o declarou. Provavelmente seria uma alcunha que virou sobrenome.

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      1. Avatar de Bernardo Henriques
        Bernardo Henriques

        Foi casado uma vez, com Mariana Rita Pereira que, como ele, era de origem judaica, mas já não judia, algo que ele também já não era. Esta é, aliás, uma característica comum à quase totalidade da população portuguesa. Teve uma filha legítima, Isabel (com larga descendência na cidade de Évora), que herdou a quase totalidade dos seus bens, e, reconhecido, duma parente muito mais nova de um amigo, um filho, Antão, de quem ainda há descendência na cidade de Évora, e que também herdou uma parte da sua fortuna. Poderá ter tido muito mais, mas reconhecidos teve estes dois. Se tiver interesse em saber mais algumas coisas acerca deste meu trisavô, faça o favor de me contactar. Agradeço-lhe o post magnífico e a forma simpática como tratou o Avô Descalço. Bem haja.

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      2. Olá, boa noite! Agradeço o comentário e as simpáticas palavras sobre o post. Agradeço também a informação, embora tenha ficado confusa, uma vez que em anotação ao assento de batizado do seu trisavô aparece a informação de ter enviuvado e ter casado novamente com Florinda Rosa Pires. Por outro lado, no Arquivo Municipal de Évora, surge um pedido de passaporte de António Dias Descalço, filho de Manuel Dias Rodrigues Descalço e de Maria de Jesus Silvestre, que me deixou com a ideia que este filho também seria reconhecido…enfim peço desculpa se errei, mas os documentos apontavam neste sentido.Esta informação mais pessoal nem era o objetivo do post, antes homenagear alguém que, de forma inequívoca, marcou uma determinada geração de alentejanos e se destacou por ser diferente e certeiro na sua sabedoria popular, além de muito bem-sucedido nos negócios. Agradeço, por fim, a disponibilidade para me ajudar a saber mais sobre o famoso Descalço d´’Évora. Este post suscitou numerosos comentários em diversas plataformas e já recebi mais duas histórias/episódios que gostaria de relatar, em futuro novo post sobre o assunto. Portanto, assim que me for possível, entrarei mesmo em contacto, se não se importar. Obrigada!

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      3. Peço desculpa se de alguma forma meu comentário pareceu carregar algum tom de crítica. Não foi de modo algum a minha intenção. Estou à sua inteira disposição para qualquer esclarecimento que lhe seja útil, sem querer de modo algum impor o que conheço sobre este meu trisavô. Como é natural não conheço tudo o que se passou na vida dele. Mas tudo o que eu possa saber partilharei consigo. Melhores cumprimentos, Bernardo Henriques.

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      4. Caro Bernardo, eu é que tenho de pedir desculpa se o que escrevi lhe deu a entender, de alguma forma, que tomei o comentário como uma crítica. Eu agradeço muito todas as correções que recebo. De que outra forma eu poderia aprender mais? Agradeço mesmo o interesse a disponibilidade.

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      5. Será que existe na família mais alguma imagem do sr. Descalço que possa ser conhecida do público? Só encontrei a que publiquei. Se quiser, pode utilizar o e-mail cristiana.vargaspm@gmail.comMais uma vez, obrigada.

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      6. Ema casa da minha mãe existe uma fotografia fantástica do meu trisavô com um amigo e o Alves dos Reis. Vou tentar enviar-lha. Cumprimentos, Bernardo Henriques.

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      7. Com o Alves dos Reis???!!! Isso seria mesmo extarodinário. Nem tenho palavras para expressar o quanto agradeço. Fico a aguardar e, mais uma vez, o meu muito obrigada.

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      8. Boa noite, Seria possível enviar-me essa foto por email do Sr. Descalço com o Alves dos Reis?Muito obrigado. Com os meus melhores cumprimentos, Rui Antunes

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      9. O meu email é :rfm_antunes1980@sapo.pt Muito obrigado. Cumprimentos, Rui Antunes

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      10. Caro Rui Antunes, ainda não recebi qualquer fotografia. Obrigada!

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      11. Avatar de Francisco Redondo

        O Manuel Dias Rodrigues Descalço morreu dois anos depois de eu ter nascido, nasci na sua maior herdade ,a herdade dos Alamos na freguesia de Santa Susana concelho de alcácer do sal cresci e vivi lá até ir cumprir o serviço militar. Ouvi contar muitas estorias do velho Descalço como muitos lhe chamavam conheci muitos seus netos e bisnetos filhos do sr Joaquim saragoca o Joaquim o Manuel e João que era da minha idade bricamos muito quando vinham com o pai trazia sempre tabaco para fumar comigo ,parece que faleceu cedo vítima de acidente. O sr Descalço porveses trabalhava ao lado dos seus empregados e gostava de desafiar quem tinha mais força!dava comer a toda gente e dizia quem não é para comer não é para trabalhar, nas máquinas debulhadoras que tinha eram acompahadas com umas quantas cabras para fornecer o pequeno almoço ,sopas de leite para todos. Era seu feitor nos Almos o sr Sebastião que era seu afilhado uma pessoa com um enorme coração. As histórias que li também eram relatadas por aqui ele usava muito o sentate meu dinheiro. Aqui a história contada tinha se passado num leilão de uma herdade em que ele cobria todos os lances como não o conheciam todos se indignavam quem será aquele farrapilha ,será que tem dinheiro comentavam até que ouve alguém que se lembrou que aquela figura era o Descalço de Évora foram logo buscar uma cadeira sente-se aqui sr Manuel e ele como era barrasco como se diz no Alentejo disse logo sentate meu dinheiro que o homem não vale nada .Tinha o hábito de no primeiro dia de Janeiro comer um caspacho com água bem gelada .

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      12. Caro Francisco Redondo, agradeço imenso a partilha destas memórias. Pretendo, assim que me for possível, voltar ao tema do sr. Descalço e toda esta informação será muito útil. Muito obrigada!

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      13. Olá Bernardo. Sou neto da Dna Isabel Nobre Piteira, que era sobrinha e afilhada da Dna Mariana Rita Pereira e por conseguinte de Manuel Dias Descalço. Estas histórias fizeram parte de toda a minha infância. A Dna Mariana era das pessoas mais queridas e respeitadas da Graça do Divor, quiçá ás vezes mais até que o seu marido, pela forma como ajudava os pobres e possibilitou a várias crianças a possibilidade de tirar a quarta classe no antigo monte Brito, numa altura em que o acesso à escola apenas pertencia ás elites. Tenho algumas fotografias e registos dessa época em casa que herdei da minha avó e que guardo com muito carinho.

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      14. Caro JMiguel. Pretendo em breve voltar a este tema, porque me foi chegando mais informação e porque sinto muito interesse do público sobre o mesmo. Gostaria imenso de poder publicar algumas dessas imagens. Se estiver interessado em partilhar alguma dessa informação, talvez por e.mail ou contacto telefónico, peço-lhe o favor de me contactar através do cristiana.vargaspm@gmail.com. Agradeço antecipadamente. É uma pena que estas histórias se percam…

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  5. Muito Bom … como sempre!a.lázaro

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    1. Muito obrigada! Muito agradeço também a sua colaboração, tendo promovido o encontro com a dona Adelaide.

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    2. As barbas compridas do Sr. DescalçoO Descalço fez qualquer coisa que desagradou ao pai que lhe disse: “Se não tivesses barbas na cara levavas uma chapada diante de toda a gente.” Resposta do Descalço: “Barbas honradas nunca serão cortadas.”História contada pelo meu pai, António Lázaro.

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      1. Olá! Pois, há essa história e mais umas quantas que estão a surgir, até de pessoas que ainda conheceram o sr. Descalço. Muito obrigada! Voltarei ao tema.

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  6. Avatar de Manuel Malheiros

    uma evocação muitíssimo interessante ,um excelente exemplo do trabalho de recolha de memórias

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    1. Muito obrigada! Há tantas, tantas histórias interessantes que é uma pena se um dia se perdem. É preciso e, de resto, muito interessante, de vez em quando, registar e contar algumas destas histórias.

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  7. Dito por um senhor que na altura era um jovem aprendiz de mecanico na rua serpa pinto em Évora onde esse senhor se deslocava várias vezes para compor o para-choques de um jipe velho que possuia. Segundo o que me contou cada vez que dava a volta pela suas propriedades pelo lado de fora e via alguma pernada de uma arvore ou arbusto a cair para fora da vedação, dizia para o seu motorista “dá-lhe” sendo que depois se deslocava á dita oficina para reparação do para-choques.

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    1. Essa é muito gira. É mais uma para juntar ao cardápio do senhor Descalço, que me têm vindo a enviar desde que publiquei o texto. Muito obrigada! Estava longe de imaginar que este senhor tivesse tanto episódio para contar. Prometo voltar ao tema.

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  8. Ouço estas historias do velho Descalço desde pequena, os meus avós, tios,primos e até a minha mãe trabalharam para ele. Homem respeitado e bondoso.A minha mãe lia para ele á noite antes dele se deitar…

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    1. Cara Carla, muito obrigada pelo seu contributo. Que interessante, uma família inteira que conheceu o sr. Descalço! E o que lia a sua mãe? Isto é, que interesses de leitura tinha um homem como o sr. Descalço? Em que herdades trabalhava a sua família? Obrigada!

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  9. Belo retrato de uma época!

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    1. Muito obrigada! Fui ajudada por quem viveu esses tempos. Adorei as histórias da dona Adelaide.

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  10. Muito interessante esta história da vida de um homem que soube ser, mais do que parecer.E os comentários são uma mais valia para documentar o que escreveu.Gosto de ler estas histórias de pessoas que nos dão lições do que é viver.Obrigada

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    1. Muito obrigada pelo comentário. Eu também achei muito interessante esta sabedoria franca do sr. Descalço.

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  11. Interessante. Ainda por cima sao cenas destes tempos.

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  12. Uma história por dia, nem sabe o bem que lhe fazia…Muito obrigada por ter feito o meu!Parabéns!

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    1. E um excelente mote!. Eu é que tenho de agradecer. Obrigada por ler e comentar!

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