O Caramelo tinha vocação para moedeiro

 

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O Pera de Satanás passou os ensinamentos ao Caramelo, que os partilhou com o Batata. Em conjunto, produziram muitos contos de reis, que lhes permitiram uma vida folgada…até serem apanhados.

A maioria trabalha para ganhar a vida. Depois, há os que possuem arte e saber para fabricar o seu próprio dinheiro. José Maria da Silva pertencia a essa categoria extraordinária. Parecia um cavalheiro, bem falante e melhor vestido, mas essa apresentação era tão falsa como as moedas de 500 reis que fabricava com as colheres que a amante comprava numa loja da praça da Figueira. Enganou meia Lisboa e também parte do Alentejo e nunca desistiu, mesmo tendo sido apanhado e preso diversas vezes. Nos meandros do crime dos finais do século XIX, ficou conhecido como “o Caramelo”.

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José Maria da Silva, filho de pais incógnitos, alentejano de Elvas que a ambição levou para a grande cidade, tinha profissão e até estabelecimento de venda de vassouras montado lá para os lados da rua dos Remédios, em Alfama (na imagem). Mas, digamos, que uma ocupação tão simples e modesta não combinava com a alta opinião que este indivíduo tinha de si próprio. Terá sido o celebrado Pera de Satanás (ver À margem, nesta página) a dar-lhe as dicas para o hobby que iria abraçar até ao resto da vida, fazendo jus à vocação que, sem dúvida, era parte integrante da sua complexa personalidade.

Decidiu ser moedeiro!

O estratagema era o seguinte: a namorada comprava dúzias de colheres que dizia serem para revenda, justificando a assiduidade das encomendas. A liga de estanho Britannia, em que os talheres tinham sido concebidos era a matéria-prima ideal para o Caramelo derreter e transformar em dinheiro, pois assemelhava-se na cor, no toque e no peso ao “vil metal”. Para tal, usava moldes de gesso, que substituía após algumas utilizações, para não fazer perigar a qualidade do resultado final.

Quando terminava o “trabalho”, que desenvolvia no maior secretismo, nem a própria companheira deixando ver como procedia, destruía todos os utensílios. Terá sido Alfredo Alves Mendes, o célebre falsário Pera de Satanás em pessoa que assim o instruiu no “ofício”.

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As moedas, de 500 reis eram depois postas a circular misturadas com outras legítimas, tanto em Lisboa, como em outras cidades, exemplos de Évora ou Elvas, para onde José Maria da Silva teve que alargar o seu raio de ação. É que o seu porte “ajanotado”, a facilidade e até correção na forma de se expressar, pouco comuns num indivíduo que não sabia ler nem escrever, já não enganavam ninguém na Capital do Reino.

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É claro que, mesmo com o esquema bem montado, a vontade que o Caramelo tinha de dar nas vistas, nomeadamente comprando produtos chiques e pouco adequados à bolsa de um mero vassoureiro, seria o seu fim. Isso, as provas que, apesar de todos os cuidados, deixou à mercê das buscas policiais na sua loja e em casa e também as informações que a amante deixou escorregar quando “apertada” pelas autoridades.

Essa nefasta conjugação de fatores levou-o à cadeia diversas vezes, pelo menos a partir do início da década de 80 do século XIX, passando longas temporadas no Limoeiro, alternadas com novas incursões na arte de produzir e passar dinheiro, que acabavam por fecha-lo novamente na “gaiola” – na imagem a prisão do Limoeiro no final do século XIX – onde, tal como o Pera de Satanás, serviria de inspiração e formação a outros aspirantes a falsificadores.

 

À margem

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Já no início do século XX, o Caramelo terá passado os seus ensinamentos a outro promissor aldrabão. O João Batata visitou-o na cadeia e, com a sua quadrilha, usou o mesmo esquema para levar uma vida desafogada, já a República tinha sido implantada neste nosso pacato País. A fábrica, que funcionava na rua das Atafonas (atual Martim Moniz), chegou a produzir 20 mil reis por dia e até a exportar para Espanha as suas reluzentes produções monetárias. Tal como o Caramelo e o João Batata, muitos falsários foram buscar os seus conhecimentos aos verdadeiros mestres. O Pera de Satanás, nascido Alfredo Alves Mendes, encaixa neste perfil, digamos, inspirador. Funileiro de profissão, fabricou bilhetes de lotaria e notas, criou receitas e métodos próprios para produzir moedas, mas foram os selos que falsificou, com grande prejuízo para o serviço de correios português, que o fizeram ascender à ribalta dos criminosos. As estampilhas que ficaram para sempre conhecidas pela alcunha “Pera de Satanás” ostentavam o perfil de D. Luís. Em 1880 começou a circular uma nova série que, por questões de custos, era apenas impressa e não com relevo, como até então se usava. Este facto e a coincidência de Alfredo Alves Mendes ter partilhado cela com um funcionário da Casa da Moeda foram meio caminho andado para que se iniciassem as contrafações, fazendo uso de clichés autênticos roubados pelo mais recente amigo. Os selos, produzidos em grandes quantidades (na imagem), eram depois introduzidos no mercado, vendidos abaixo do preço facial a empresas com grande expedição de correio. O que tramou os aldrabões foi o picotado: feito com uma máquina de costura, não tinha a regularidade ou a perfeição do original. O Caramelo, o Batata, o Pera de Satanás…todos foram presos diversas vezes e voltaram sempre à sua vocação anterior, mas o mais extraordinário caso de reincidência talvez tenha sido o dos irmãos Silveira que, condenados ao degredo em África pelo crime de produção de notas, montaram naquele continente uma verdadeira fábrica, cuja fama chegou a Lisboa…
Mas isso é outra história…

Fontes
Infâmia e Fama – O mistério dos primeiros retratos judiciários em Portugal (1869-1895), de Leonor Sá; Edições 70, maio 1918.

Biblioteca Nacional de Portugal em linha
http://www.purl.pt
Diário Illustrado
Ano 5º, nº1362 – 13 set. 1876
Ano 16º; nº4.960 – 12 fev. 1887
Ano 20º; nº6.683 – 7 nov. 1891

Hemeroteca Digital de Lisboa
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/
A Illustração Portugueza – Semanário – Revista Litterária e Artística
4º ano; nº13 – 10 out. 1887

O Occidente
Revista Illustrada de Portugal e do Estrangeiro
6º ano; Vol. VI; nº164 – 11 jul. 1883

Imagens

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:José_Maria_da_Silva,_o_Caramelo_(c._1882).png

Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa
http://arquivomunicipal2.cm-lisboa.pt
Machado & Souza
PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/003/FAN/002181

Alberto Carlos Lima
PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/000907

http://numiscor.solucoesnet.com

http://leiloes.cfportugal.pt

35 responses to “O Caramelo tinha vocação para moedeiro”

  1. Um bom exemplo de “quem tudo quer, tudo perde…”

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    1. Verdade! É a natureza humana: nunca está satisfeita com o que tem.

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      1. É isso mesmo… a eterna insatisfação humana.

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      2. Vou ter que discordar com as meninas, as pessoas normalmente não ficam insatisfeitos com aquilo que tem, não se pode generalizar para todos, eu não aspiro ter mais que outros, só por ter, nesta vida, por mais que se tenha, não vamos levar nada para outro lado, nem duas moedas de ouro nos olhos para pagar ao senhor do inferno.Existe sim muito boa gente que gosta de conquistar a mulher do outro, o homem da outra, de outros roubarem à descarada e nada lhes acontece, foi preciso 150 anos para ter a desgraça de alguns que roubaram durante tantos anos e viveram à grande e à Francesa. Mas vão acabar por perder tudo, tudo a seu tempo. Eu tenho um ditado é muito antigo, nasces pobre e morres pobre, ou morres rico de património e acabas por perder tudo na primeira, ou segunda geração. Os bourbons em Espanha, subiram ao reinado de Espanha, sem ter sangue de Espanha, é tudo uma questão de tempo, conheço os muito bem, sempre quiseram roubar, usurpar, assassinar e acabam sempre mal. Os problemas financeiros desta gente estão a vir ao de cima, o povo, já não gosta de gente falsa, nem de falta de credibilidade. A Senhora Cristina e Isa Nascimento, não sabem o que estes bourbons são capazes de fazer contra as pessoas, para ter alguns títulos, alguns trocos são milhões e milhões, a história está a repetir se novamente, fizeram isto de usurpações em França, e perderam, fizeram em Portugal pelo bastardo miguel de bourbon, perderam, quiseram fazer no Brasil, perderam, tudo a seu tempo.Coitado do José Maria da Silva, pensaram tão mal dele e era um bom actor de teatro. E o que pensam das pessoas.

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  2. Estes foram apanhados,ainda bem. Agora falta desmascarar,todos os Aldrabões que andam por aí, a fazer muitas e continuam impunes ,isso é que era, ficava felizpor se praticar justiça. Continuo esperando.Obrigada,gostei imenso, continua a escrever, tens arte e sabedoria para a “coisa”M.L.M

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  3. Duas questões:- Se José Maria da Silva era “filho de pais incógnitos” – algo pouco vulgar, nessa forma plural – o que sabemos sobre a sua juventude?- Em algumas zonas do país há um hábito de chamar “Caramelo” a pessoas conhecidas pelo seu chico-espertismo. Será que esse uso deriva das acções deste indivíduo?

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    1. Olá! Pois, o que posso dizer é que, muito provavelmente, José Maria da Silva seria exposto – deixado na roda ou abandonado noutro lugar – para assim se poder considerar ser filho de pais incógnitos. Quanto à alcunha, pode ter a origem que refere, ou pode significar que é do “campo”, neste caso do Alentejo, já que, pelo menos na zona a sul de Lisboa há a utilização do termo com essa conotação. Procurei – muito – mais informação sobre este senhor, nomeadamente fontes primárias, mas não obtive, Na Biblioteca Municipal de Sintra há um dos volumes da Galeria de Criminosos Célebres que terá mais informação sobre este e outros “artistas” do mesmo ofício nesta época, mas não consegui lá ir, ou encontrar online outro exemplar dessa obra rara. As fontes que usei são as mencionadas. Acredite que gostava muito de saber mais sobre o Caramelo e mais um ou dois nomes que tenho anotados, à espera de tempo para “cuscar”. Agradeço o interesse e os comentários. Também já vos fui cuscar…e gostei do que li.

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      1. Obrigado pela resposta!Seis de sete volumes da colecção “Galeria de Criminosos Célebres em Portugal” estão disponíveis na BNP, talvez seja a forma mais fácil de lhes aceder. Segundo conseguimos averiguar, “o Caramello” aparecerá logo no primeiro volume.Agora… ficámos foi curiosos, se o nome do “Caramello” terá sido a origem do epíteto, ou se ele terá ficado conhecido assim em virtude das suas acções, e o epíteto já lhe era anterior. Mistérios da vida…Bem, mas continuem o bom trabalho, este espaço é muito interessante!

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      2. Olá, eu é que agradeço. Não sabia que estavam na BNP, caso contrário já teria tentado ver, porque, quando posso, faço umas maratonas por lá. Prometo que, se conseguir saber, esclareço a questão do Caramello. Se calhar era só um doce de pessoa.

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  4. José Maria da Silva, filho de pais incógnitos, alentejano de Elvas que a ambição levou para a grande cidade, tinha profissão e até estabelecimento de venda de vassouras montado lá para os lados da rua dos Remédios, em Alfama (na imagem).Qualquer criança, não vem de pais incógnitos, isso não existe. O Caramelo teve pai e mãe, quando se diz que vem de incógnito é porque a pessoa não se quis chatear e atirou para o ar pai incógnito, é tão errado.O Caramelo fez um excelente trabalho. Quando tiver tempo vou procurar a história deste José e com certeza vou encontrar algo de extraordinário, para ter o engenho para criar moedas tão valiosa ainda no nosso tempo.

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    1. Não tinha dados para procurar as origens deste senhor. Filho de pais incógnitos pode querer dizer que era exposto. Logo, não se conheciam os pais. Foi isso que entendi. Desejo-lhe sorte nessa pesquisa sobre o Caramelo. Eu também tenho curiosidade. Obrigada.

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  5. Senhora Cristina Vargas, vou lhe deixar um mimo relativo ao seu nome de cafa de Vargas, pertence a Lara e a Madrid. Eles quando falam de lugar em Toledo, lugar é algo de extraordinário na monarquia, e na republica lugar é desprezível. Porque os genealogistas de hoje, não entendem nada de nada como fazer uma árvore genealogia. Na republica determinam que são sobrenome e misturam alhos com bogalhos.Antigamente o apelido juntamente com um lugar e correspondia a casa e não a sobrenome isto na monarquia. Bernardo Aldrete – 1674 Es apellido de cafa noble; ay. vn refran. Aueriguelo Vargas , quando vn negocto età muy empelotado, y entrincado Dixoe por el Licenciado Francico de Vargas,Colegial que fue de Santa Cruz en Valladolid, hombre de gran cabeça,y buen ..V A R GAS, lugar cerca de Toledo y dize el Padre Guadix que en Arabigo vale tinto como padre bueno. Es apellido de cafa noble; ay. vn refran. Aueriguelo Vargas , quando vn negocto età muy empelotado, y entrincado Dixoe por el Licenciado Francico de Vargas,Colegial que fue de Santa Cruz en Valladolid, hombre de gran cabeça,y buen depídiente eligioie por faSo: cretario ei Rey Don Fernando i Саrөlico,у p, tque le remitía todos los memoriales, para que ino formado le diee cuenta de ellos, con etas palabras, Aueriguelo Vargas, quedo en proverLuis de Salazar y Castro – 1696 I La poteridad deteSeñor huviera permanecido pudiera contarfe fu linea entre las mas ilutres de la Cafa delara, porque aviendo … Alonfo deVargas llevó àAragon: y fegun dice Diego de la Mota,tuvo en ella el pueto de Capitan de Cavallos.Pero el año 1536, ya Doña Antonia Manrique,con intervencion de Doña Leonor fu madre,ctava capitulada, ô cafada, con DoN FADRIQVE DE VARGAS Señor de eta Cafa en Madrid, Cavallero de la Orden de Santiago, Patron de las Infignes Capillas de S. Andres,y S.Francico de aquella Villa, cuyo via buelo Diego de Vargas, vaallo del Rey, Regidor de Madrid el año 1473, y Alcayde de la Puerta de Moros, casò con Doña Quintana Maria de Medina, con quien yace en fu Capilla de San Francico, donde tiene Hiji. e Afa cpitafio, y procrearon, entre otros hijos, à Diego de Vargas Regidor de Maria tió. drid, que heredó fu Cafa , por quien la gozan oy los Condes de Caa-Rubios * 37 Joo fus defcendientes,y à Francico de Vargas de los Confejos de Catilla,Camara, 2 ó 5. y Hacienda de los Reyes Catolicos,y Emperador Carlos V.Contador Mayor de Quentas,Alcayde de Trujillo, Marvella y Marpequeña,vno de los mayores minitros de fu tiempo, y de tan gran juicio, y confiança de los Reyes, que cometiendole todas las grandes dudas que ocurrian, ocaionaron el refràn Catellano: co gons a Averiguelo Vargas. Ete Cavallero reedificó el año 15 1o. la Capilla de fus padres, Treato que es en S. Francico de Madrid, la primera al lado del Evangelio: empezó en de A4aaria la Parroquial de S.Andrès de la mima Villa,la Capilla que llaman del Obipo, que es vna de las mejores de Epaña fundó a fu primero, y tercero hijo, dos ¿. quantiofos mayorazgos y falleció el año 1524.como conta por el epitafio que ¿ia, f.73. tiene en la Capilla del Obipo,con vn magnifico fepulcro,y bulto, que le s a fenta.

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  6. Agora registos em latim de seu nome, Cara senhora Cristina, com toda a verdade em latim, entraram em Portugal aquando dos Filipes I, II e III de Espanha e casaram com casas com Távora e outras. E ficaram por cá e na qual conversamos aqui. Reparei que tem uma menção da fundação Mário Soares eu pessoalmente não tenho grande admiração por tal individuo e fico me por aqui. Prefiro aos Filipes de Espanha que esse individuo. Gerhard Ernst von Frankenau – 1724 Mencia Maria de Vargas, o avanepte Garfiae de Vargas Domini Turris de Cannos & Præfe&i (vulgo Alcayde) Metellinenfis contra &u obtinuit, ut pluribusipfe Innicus nos edocuiti nelegantilibello Genealogico, (682.) MEMORIAL de la Cafa de los …GENEALOGIA de la Casa de Idiaguez en Azcoitia villa de Guipuscoa, i quam laudat, quimanuexaratam poffidet, Ludovicus de Salazar & Catostro. ( CCCLXXXIV, DON INNICUIS ANTONIUIS de ARGUIELLO & CARVAVJAL, Nobilis Badajozenfis (quæ Extremadurae Provinciæ urbseft) DominusTurris de Cannos, quod Dominium per connubium cum Donna I. Mencia Maria de Vargas,odavanepte Garfia de Vargas Domini Turrisde Cannos & Præfe & ti (vulgo Alcayde) Metellinenfis contra&u obtinuit,ut pluribus ipfe Innicusnose docuitin elegantilibello Genealogico, (682.) MEMORIAL de la Cafa de los Vargas, Sennores de la Higuera de Vargarem Effremadura, infcripto ; Apographa ciwsxdáre hujusce operis po£l. In MSCto cit. num. 236. (n) Memorial de la Casa de Martel fol. 47. (8) Hiii..Geneal dela Cafè de Silva.lib.V.cap. 4, & 7. pag, 595. (4) In MSCto cit, num. 118Nic. Antonius (*). Qujn & Clariffimus Emeritenfium Historicus Barnabas Moreno de Vargas laudat Genealogicum peculiare Menæ noftri opus. HISTORIA de los Verar, feude Verario nobili Stemmate Commentarium (x), qui tamen annon fortassis quaedam citati modo Nobiliarii pars fit, merito dubitamus.JOANNES DE MENDOZA Haraldus Regius Philippi IV.vulgo Rey de armas diâus, circa annum MDCLXVlll. fcripfitDON THOMAS TAMAJUS de VARGAS natus eft Matriti Regia Hifpaniarum {ede anno MDLXXXVII. parentibus Thoma Mar- chinez de Tàmajo„ Malpartidae, quod Dioecefeos Abulenfis oppidum eft, inlucem édito,& Catharina de Vargas Toletana, unde Abulo-Carpenta-num quandoque femet infcripfit; Puer ftudiis initiatus eft Pampilone, cum facra ibidem regeret propinquusejus Matthæus Burgenfis; inde Seguntiam translatus & poft Toletum,ubipræceptore ufuseft Martino Antonio Delrio, Jefuita clariffimo, poftea Laurea decoratus Dočłorali juventutem ibidem ex Cathedra docuit, muneri busque aliis dextre vacavit, Ddusque:BARNABAS MORENO DE VARGAS Auguftam Emeritam, Extremaduræ Provinciæ metropolin patriam agnofcit,ibique Decurionis perpetui in Civium Senatu munus geffit, de fua non folum urbe, fed & univerfa pæne Hifpania optime meritus emiffis in publicum libris aliquot Hiftoricis æque ac Genealogicis, quos inter primas tenet opus egregium & quantivis pretii, infcriptum: HIminas recidit, majoratumque Catrifortir una cum CII, (163.) CIII,

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  7. Então o Sr. José da Silva fabricava peças falsas, se era assim, tinha que ser muito abastado, vamos recapitular. O Estado monárquico tinha os seus moedeiros, o José ou Caramello, tinha que forçosamente estar dentro de uma casa da Moeda no Porto ou em Lisboa. Cá fora não o fazia. E este homem, para estar dentro desta casa não era garantidamente filho de pai incógnito.1. para fazer a cunhagem da moeda, necessitava de um molde que a casa da moeda da altura tinha todo os itens para as poder fabricar. 2. seria preciso muita prata;3. um forno com capacidade para aquecimento para 327 ºC 4. pelo menos ter duas pessoas para realizar os acabamentos.5. uma balança de precisão.Existem terminologias importantes para a cunhagem da moeda, um procedimento, então o homem vinha de vender vassouras, podiam ter inventado outra. Para cada metal cunhado existia um encarregado pelas casas do Porto e Lisboa, que cunhavam as moedas.PETRUS II»DG»REX»PORTU” Armas do reino cortando a legenda; â esquerda, entre dois florões, 4, e á direita, lambem entre florões, 00, indicação do valor.1 Arcli. da casa da moeda de Lisboa, registo geral, liv. 11, foi. 30. Doe. comprovativo n.” 198.1 0 provedor da casa da moeda laça toda a possível deligencia para que se lavre nella a major quantia de dinheiro miúdo que puder ser, por a grande utilidade que disso se segue ao Reyno, não se faltando ao expediente da mais moeda, o que se lhe ha por muito encarregado. Lix.» 6 de Outubro de 1688, com três Rublicas dos menistros do conselho da Fazenda; a qual ordem eu Matheus Lopes Farto, escrivão da casa da moeda o trasladei aqui da própria, etc. (Arch. da casa da moeda de Lisboa, registo geral, liv. 11, foi. 30). Arch. da casa da moeda de Lisboa, registo geral, liv. ri, foi. 35. Doe comprovativo n.« 109.1. PETRUS»V»PORTUG:ET» ALGARB: REX. Cabeça do joven monarcha á direita, por baixo as iniciaes do gravador F. A.-C. (Frederico Augusto de Campos) e o anno 1861. Rr Armas do reino com o manto real formando pavilhão, no exergo a indicação do valor 10:000 REIS. Coroa, X. Ensaio monetário de que possue um exemplar o sr. José Joaquim Alves Chaves, que da melhor vontade o facilitou para se desenhar.

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  8. PETRUS» V» PORTUG: ET «ALGARB: REX. Cabeça do rei à direita, por baixo as iniciaes do nome do gravador F. B. F. (Francisco de Borja Freire) e o anno 1861.Rr Armas do reino com o manto real formando pavilhão, no exergo a indicação do valor 5:ooo REIS. Meia coroa, AT—C.3. PETRUS. V • PORTUG: ET ■ ALGARB: REX. Cabeça do monarcha á direita, por baixo as iniciaes do nome do gravador F. B. F. e o anno 1856.Rr Armas do reino tendo o escudo ornado com o manto real em pavilhão, no exergo a indicação do valor 2:5oo REIS. Quinto de coroa, X—C.4. PETRUS«V« PORTUG: ET» ALGARB:REX. Cabeça do joven monarcha á direita, por baixo as iniciaes do nome do gravador F. B. F. e o anno 1858.Rr Armas do reino com o manto real em pavilhão, servindo de ornamento ao escudo, no exergo a indicação do valor 1:00o REIS. Decimo de coroa, N—C.5. PETRUS»V.PORTUG: ET» ALGARBJREX. Cabeça do joven monarcha á direita, por baixo as iniciaes do norne do gravador F. B. F. e o anno 1855.Armas do reino com o manto real em forma de pavilhão, servindo de ornamento ao escudo, no exergo a indicação do valor 5oo REIS. Cinco tostões, M—C.6. Petrus v o portug:et»algarb:rex. Cabeça do joven monarcha á direita, por baixo as iniciaes do nome do gravador F. B. F. e o anno 1860.A amoedação em nome do Senhor D. Pedro V começou depois da carta de lei de 29 de junho de 1854 *, que ordenou a cunhagem da coroa, oiro de 916a 3 por mil, com o peso de 17^,735 (equivalente a 4 oitavas e 07 grãos) no valor de 105000 réis, n.° 1; meia coroa, com 8&r,868 (2 oitavas e 33’/» grãos) no valor de 5£000 réis, n.° 2; quinto de coroa, com 3^,547, no valor de 2#000 réis, n.° 3; e os décimos de coroa, com l«r,774, no valor de 1.-5000 réis, n.° 4. 1 Impresso avulso. Doe. eomprovalivo n.» 29í.Descobri toda a verdade, então o José Maria da Silva, não existe, o que existe é o Sr. cunhador das moedas de Prata de D. Pedro V é o, F. B. F. (Francisco de Borja Freire), era a única pessoa dentro da casa da moeda para cunhar esta respectiva moeda de 1858 em vez de ser de 1000 Reis no ponto 4, trocou e cunhou 500 Reis do ponto 5. Não é grave.

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  9. Agora o Sr. Caramello, como era bem falante e andava bem vestido, e consegue se entender o porquê de ser assim, o que se inventa sobre as pessoas, era um homem do teatro e temos registos, ainda bem. Então era negociador de vassouras, era falsificador de moedas, talvez mentisse para sobreviver.1887 – Snippet ‎Entre os seus collaboradores figuram partidários de todas as opiniões. Mas a que subsiste em qualquer d’essas individualidades é esta: ser parisknsel Gui- MAB TtBREZÃo. AS NOSSAS gravuras JOSÉ MARIA DA SILVA, O .CARAMELLO» “Le” Théatre contemporain illustré – Page 141858 – CARAMELLO, SYLVIA, en domino noir, DEUx FEMMEs portant des cartons ; UN VALET. (Le valet précède Sylvia qui entre par le fond ; il ouvre et montre une porte à droite.) SYLVIA, à ses femmes. Entrez # et disposez tout pour ma toilette.Ai está a explicação do Sr. José Maria da Silva, foi senhor do Teatro, esta vida é um teatro e se nós não vamos procurar a verdade a mentira prevalece. Não pode ser.

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    1. Não sei bem como chegou a essa conclusão, até porque uma das referências que dá também é usada por mim e em nenhum local diz que o senhor era ator. A minha fonte principal é uma publicação realizada com base nos registos policiais da época, que me parece fiável. Desculpe, mas anda não vi nada que me convença do contrário.

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      1. Tudo que lhe facultei são registos da época, os registos policiais que conta, aonde estão, coloque os aqui e com os respectivos registos da época, eu tenho encontrado textos fabricados após 5 de Outubro de 1910 desse Caramello fabricados na Republica. Contudo a informação do moedeiro da moeda de prata de 500 réis de D. Pedro V é relativo à monarquia e não à Republica.Se a sua fonte policial é assim tão boa, poste aqui Senhora Cristina, se faz favor.Tudo que lhe facultei é verdadeiro, com referencias da época. Como também lhe facultei do seu nome Vargas original de Espanha, reparou.Fico aguardar pelo seu registo policial da época de 1855 a 1890, se faz favor

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      2. Registos da ordem de grandeza, com o ano, a escrita da época, o crime, os artigos, e não basta um texto a dizer que foi aquela pessoa. É preciso credibilidade. Nos registos da Policia do tempo da Monarquia, não encontro o Caramello – José Maria da Silva. Não encontro e tenho todos os registos, até os processos de crimes menores e maiores de sangue. Não sou magistrado, sou alguém que procura pela Verdade. Exemplo 11868 – TM0 conselheiro Alves de Sà Nos autos crimes da relação de Lisboa, 1.° districto criminal, 1.” vara, da comarca de Lisboa, recorrente João Caramello Moleiro, recorrido o ministério publico, sc proferiu o accordão seguinte: Accordarfl em …Nos autos crimes da relação de Lisboa, 1.° districto criminal, 1.” vara, da comarca de Lisboa, recorrente João Caramello Moleiro, recorrido o ministério publico, sc proferiu o accordão seguinte:Accordarfl em conferencia os do conselho no supremo tribunal de justiça, etc:Mostra-se dos autos que, constituído o corpo de delicio fl. 5, o ministério publico fit zera na primeira instancia o fl. 7 a seguinte promoção;Promovo seja chamado a juizo correccional o denunciado João Caran>e|lo Meleiro, por ter no dia e local constantes dos autos injuriado verbalmente a um agente Ha autoridade no exercício de suas funcçòes, crime punido pelo código penal, artigo 182.°;Mostra-se mais que o juiz de direito do respectivo districto criminal deferira a esta promoção, designando dia, e mandando citar o recorrente para o julgamento em policia correccional, e que aggravandn o recorrente para a relação de Lisboa pela petição fl. 13, allegando, entre outros fundamentos, a incompetência do processo, o relação proferira o accordão fl. 15 v.., de que vem interposta a presente revista, denegando provimento ao aggravo, vistos os autos;Considerando porém que a lei de 18 de agosto de 1853, alterando o decreto de 10 de dezembro de 1852, conservou o processo correccional nos termos dos artigos 1251.” a 1262.° da novíssima reforma judiciaria sãmente para os crimes declarados no artigo 1.°, determinando expressamente nesse artigo c no seguinte que todos os outros, a que correspondessem penas mais graves, ou diversas, fossem processados pela forma ordinária, salvo o caso de disposição especial;Considerando que, segundo o citado artigo f .*, a alçada da policia correccional nos crimes, ri que pelo código penal corresponde pena de prisão, ficou limitada a prisão até seis mezes;Exemplo 2Exame de sanidade de Francisco Ribeiro de Seixas, 14 de janeiro de 1863, “Processo crime de Francisco Ribeiro de Seixas”, fl. 73. 60 O Art. 12 do Código Criminal dizia que “os loucos que tiverem cometido crimes, serão recolhidos às …Joaó Duarte Ribeiro, Doutor em Cânones, Collégial de S. Pedro. Cónego na Doutoral de Lamego, Deputado, e Promotor na Inquisição de Lisboa, donde veyo para esta de Coimbra com os mesmos cargos j depois foy nella Inquisidor, de que tomou o juramento em 11. de Março de 169 3. Foy também Inquisidor em Lisboa, fubioao Concelho geral. Foy Commissario geral da Bulla da Cruzada, e eleito Bispo de Portalegre, de que se escusou depois de haver aceitoProcenso n.’ 7355 Relator o ex.’” conselheiro Alves de Sá Nos autos crimes da relação do Porto (Guarda), “f.0 recorrente o ministério publico, 2.” rccorreole José Bernardo Foi lo, se proferiu • a.çcwdão seguinte; Acrordam em conferencia os do conselho no supremo tribunal de justiça:Que negam a revistn, quanto ao réo, 2.° recorrente, José Bernardo Foito, por não haver no processo preterição de formalidade substancial, nem on\’nsa dc lei no accordão rcrorrido fl. 151, tia parle que lhe diz respeito.Quanto porém ao rf-o José Pedro Gonçalves, que no mesmo accordão vem condemnado na pena de prisão cellular por um anno, seguida de tres dc degredo de 1.” classe, ou cinco dc prisão maior nu cadeia do Pinhel;”Attendcndo a que o accor<lâo [L 112 v., datado dc'7"íle niiveinhro de 1886, que o cOTidemntai, trilha passado em julgado ao tempo lífn qiiò1 a lei de 1 de julho dc 1867, publicada na folha official do governo no dia 12 de jrjlho do mesmo nnno, começou a nbrigaVcm lJfsboa!é ?cu termo, e na» mais terras dtv continente do reino, segundo a lei dc 9 de outubro de 1841, artigo 1°;

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      3. Então se acreditar numa mentira, que acredita que é a sua verdade, nunca vai acreditar na verdade da verdade com fontes ou sem fontes.Vou lhe dar um exemplo, existe um individuo que se intitula de duque nesta república e com certeza que deve o admirar, portanto para demover a Senhora Cristina pensar pela sua cabeça, o que é que é preciso.Terei que lhe provar que para ascender à determinada casa de Bragança, precisa de um determinado ADN, precisa de cumprir com requisitos das cortes de lamego de 1145, e precisa de ter registos da hereditariedade paterna da respectiva casa e não ter processo crime contra a respectiva família de usurpação, assassinato de milhares de portugueses. Eu possuo registos disto tudo. Hoje existiam pessoas como a CV que depois de lerem os meus registos, mudaram de opinião, quando as coisas são fabricadas na republica e estado novo, tudo cai.

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      4. Eu não discrimino as minhas fontes entre antes e depois de 1910, embora entenda o que diz sobre deturpação de factos. A Galeria de Criminosos Célebres é de 1896-1908.

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      5. Então desafio à CV, para postar aqui o criminoso célebre e repare que eu sei que o registo é de 1918 a republica já estava implementada.SANTOS JÚNIOR, J.M. (1896-1897) – História da criminologia contemporanea ; ed. lit. António Palhares.- Lisboa : Papelaria Palhares, tip. 1896-1908.- 7 vols : il.; 29 cm.- (Galeria de criminosos celebres em Portugal).- Vol. 1: Sob o ponto de vista descritivo e científico. – 1896. – 200 p.- Vol. 2: 1897. – 191 p.- Vol. 3: 1898. – 239 p.- Vol. 4: 1900. – 241 p.- Vol. 5: 1903. – 188 p.- Vol. 6: 1905. – 191 p.- Vol. 7: 1908. – 200 p/ISBN Encadernado/Criminologia FDL / 343.Por exemplo dizem que a primeira publicação ocorreu em 1896 de um livro de 1896 – 1908, algo está mal, porque os registos de 1897 a 1908 ainda não tinham ocorrido, entende isto. Repare nisto se faz favor em 1896 publicaram algo que ainda não existia, estranho. Poiares, N. (2016), “Revisitando a Galeria de Criminosos Célebres em Portugal. História da Criminologia Contemporânea (1896-1908)”, pp. 405-420, Politeia, vol. I – Studia Varia, Lisboa: ICPOL-ISCPSI.Resumo: No presente artigo o autor revisita a Galeria de Criminosos Célebres em Portugal: História da Criminologia Contemporânea, dirigida por Eduardo Fernandes (Esculápio) e J. Santos Junior (Santonillo), cujo primeiro fascículo deu à estampa em fins do século XIX (1896), com o intuito de dar maior visibilidade a uma coletânea singular e incontornável na História da Criminologia.O registo que tem das datas de 1896 – 1908 isto foi publicado em 1918, nem aparece um livro, o que aparece são vários volumes de nomes de pessoas e não tem o Caramello na qualidade do Jose Maria da Silva, não tem. Já coloquei o meu ponto de vista, eu estou esclarecido.

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  10. Isto é da RepublicaGaleria de criminosos celebres em Portugalwww.dgsi.pt › bpjl.nsfCRIMINAL, HISTÓRIA DA POLÍCIA, INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, PORTUGAL … O Vidraças; O Caramello; Elenco para investigações criminologicas; O Lareco; … Assaltos de ourivesarias, Larápios ed carteiras, Moedeiros falsos, Timadores, …Se faz favor as datas, a ordem de grandeza dos crimes desse Sr. José da Silva, como lhe facultei nos dois exemplos.Quase sempre acusam as pessoas de coisas que não fizeram.

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  11. Vou lhe pedir uma situação, leia o que lhe publiquei relativo à cunhagem da moeda de 1858 de D. Pedro V e que o cunhador especifico para este tipo de peça, estava atribuído a iniciaes do nome do gravador F. B. F. (Francisco de Borja Freire).Este gravador enganou se na gravação, em vez de colocar os 1000 Réis, colocou 500 Réis em 1858 e tudo vem descriminado pela casa da moeda da altura e da Autorização por parte do Rei. Esta situação de colocar a data de 1858 de 500 Réis passa para uma situação de coleccionismo de peça rara e depois existem níveis de qualidade, prof, excelente, boa, razoável, menos boa e má.4. PETRUS«V« PORTUG: ET» ALGARB:REX. Cabeça do joven monarcha á direita, por baixo as iniciaes do nome do gravador F. B. F. e o anno 1858.Rr Armas do reino com o manto real em pavilhão, servindo de ornamento ao escudo, no exergo a indicação do valor 1:00o REIS. Decimo de coroa, N—C.5. PETRUS»V.PORTUG: ET» ALGARBJREX. Cabeça do joven monarcha á direita, por baixo as iniciaes do norne do gravador F. B. F. e o anno 1855.Armas do reino com o manto real em forma de pavilhão, servindo de ornamento ao escudo, no exergo a indicação do valor 5oo REIS. Cinco tostões, M—C.E o José Maria da Silva, nunca mas nunca poderia ir das vassouras para a cunhagem de moedas, até lhe afianço uma situação, a casa de Cadaval que podia cunhar moedas, estava proibida de cunhar exemplares e tinha a presidência das casas da moeda de Lisboa e Porto. As Officinas gerais eram em Coimbra na capital de PortugalEm resultado da opinião da junta reunida sob a presidência do duque de Cadavalprohibiu-se, a 14 de junho de 1688, o curso das moedas de prata da fabrica antiga de500, 400, 250 e 200 réis, cerceadas ou não cerceadas; entregando-se as primeirasnas casas da moeda de Lisboa, Porto, ou nas estabelecidas para tal effeito nas cabeçasdas comarcas, onde seriam logo pagas a 6)5000 réis cada marco; e as não cerceadas levar-se-íam igualmente ás ditas oíficinas de Lisboa e Porto, ou ás cidades de Coimbra,1 A acta e os pareceres originaes existem actualmente encadernados, com outros manuscriptos do sceulo xvii, em um livro pertencente ao sr. Júlio Firmino Júdice Biclccr, o qual da melhor vontade permittiu se copiasse a parte que dizia respeito a este interessante processo, que constituo o doe. comprovativo n.” 184.Arch. da casa da moeda de Lisboa, registo geral, liv. n, foi. 7 v.Manuscripto da Collecção chr. da legislação port. colligida por F. J. Pereira e Sousa. Doe. comprovativo n.” 186.’ Arch. da casa da moeda de Lisboa, registo geral, liv. ri, foi. 19. Doe. comprovativo n.° 190.* Por ser conveniente que á caza da moeda que mando abrir na cidade do Porto, e ás cidades de Coimbra, Guarda, Évora c Lagos se remetão engenhos para se encordoar e cunhar com nova orla as moedas de prata das fabricas antigas, a que não tiver chegado o vicio do cerceio: O conselho da fazenda mandará logo fabricar cinco engenhos de encordoar c cunhar com nova orla, para se levarem ás cidades referidas, sendo pagos por conta do principal da casa da moeda applicado á reduecão da moeda de prata nacional cerceada. Em Lx.» a 9 de junho de 1088. Com a rubrica de S. Magestade.(Arch. da casa da moeda de Lisboa, registo geral, liv. n, foi. 17 v.).

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  12. Relativo ao actor do José Maria Silva, não lhe posso fazer mais, se não quer aceitar a realidade, não posso fazer mais.1886 – ‎Snippet Já satisfizera o quantioso vintem da estroinice e preparava-se para saborear o caramello da extravagancia, quando um municipal de espada em punho se atira ao copo d ‘agua caramello e Seixas com a bravura com que o actor Silva se atira …1887 – ‎Snippet Typooraphu do «Diário Illustrado», Travessa da Queimada, 35, Lisboa JOSÉ MARIA DA SILVA 0 «CARAMELLO» … Estavam tod s embaraçados com a falta d’aquella rabulasinha, quando um actor, por alcunha— o Mercúrio, disse de súbito: Revista theatral – Volume 1 – Page 1271885 – ‎Snippet 1877- Eetreia em Lisboa da companhia italiana, dirigida pela celebre tragica. Carolina Civili. … 8 ID’AIIIIII. lfiõ4~Primeira representação, no Gyinnasio Dramatico, do drama-saem, original do actor-auctor José Maria. Braz Martins-Gabriel e …Classes 6-9 – Page 500Real Gabinete Portugus̊ de Leitura (Rio de Janeiro, Brazil), ‎Benjamin Franklin Ramiz Galvô – 1907 – ‎Snippet Lisboa, Tšâá de Joaquim Germano de Souza Neves, 1 I 809.059 in-8.° (11332). … Lisboa, J. Marques da Silva, 1866, in-8.° peq. (l3894-JJ). … M. M. 809. 859 — Fernão Telles ou a primeira expedição a Ceuta. Drama original portugues em 4 actos. Por José Maria … (13894 N). M.M. 000.050 -Um Actor passando o beneficio.———————————————————————————————Agora o Caramello em 1909 da Juris prudência de arguido Emydio de Almeida Caramello e não há o Sr. José Maria da Silva.Revista de legislação e de juris prudência – Page 96Manuel de Oliveira Chaves e Castro, ‎Augusto Cesar Barjona de Freitas, ‎Joaquím José Paes da Silva Junior – 1908 – ‎Snippet conselheiro Oliveira Nos autos crimes de aggravo, vindos da relação de Lisboa, aggravante o ministerio publico, se proferiu o … M, de que recorre, e que classificou o crime de que é arguido Emydio de Almeida Caramello no artigo ltãlf n.° l.Eu procurei registos anteriores a 5 de Outubro de 1910, tempo da monarquia e este tempo é o que vale, por causa da acusação infundada contra José Maria da Silva, não era o criminoso de desfalque de meia Lisboa. Não. E sugiro que apresente os registos da policia da época, estou bastante curiosoObrigado

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    1. O que apresenta são entradas de Google com as palavras que pesquisou. Eu também vi estas entradas, mas dei-me ao trabalho de abrir os sites e verificar de tinham ou não a ver com o “Caramello” que eu procurava. Se fizer o mesmo, vai ver que nada têm que ver com este senhor. No entanto, agradeço os comentários e estarei sempre disposta para rever as minhas informações se encontrar outras que as contrariem. Porque não escreve a sua versão da história e a publica? Seria interessante.

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      1. Não entendi o que pretende.Eu quando pesquiso qualquer coisa, e neste caso o Caramello existe só uma família e que não tem nada haver com o Caramello actor de teatro do tal Jose Maria da Silva, que o único registo que aparece é de actor e autor, só isto. Registos originais dos livros, eu quando postei isto, foi para mostrar a CV que não existiu nenhum José Maria da Silva moedeiro, não há e não há nenhum criminoso de sangue, não há.Todas as publicações que coloquei são de livros da monarquia, todos eles. O que não é este último caso dos celebres criminosos que é da republica.Para aqui não interessa a minha versão, isso é secundário, o que me trás aqui é simplesmente mostrar que a figura do senhor em questão, não é criminoso, não. Sabe quem me lembra este homem, D. Carlos I e esta é a minha opinião

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      2. A minha versão da história não tem interesse. O homem era de Elvas e foi proprietário isso é bom e talvez fosse o pai desse José?TESTAMENTO CERRADO DE MÃO COMUMMaria Madalena e seu marido José Maria da Silva, proprietário Testamenteiros: Maria Madalena e seu marido José Maria da SilvaLocal: Elvas, São PedroData original do testamento: 23 de abril de 1843, Liv. 5, imag. 0043

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      3. Existe uma situação que eu não entendo mesmo Senhora Cristiana VargasVeja isto e eu não entendo, esta família dita Mascarenhas nem devia ter existido em Portugal o sujeito nuno mascarenhas, cometeu horrores contra Portugal, contra os Portugueses. Olhe disse aos cavaleiros que o rei lhe tinha mandado matar os rei de Fez cortar as cabeças, do mesmo sangue de D. Manuel I e não auxiliou aos portugueses contra os mouros, morreram tantos inocentes que eu fico sem palavras. E esta gente na republica continuam a ser os maiores desde de Fez. Registo 1que ElRey Dom Manoel lhe tinha mandado por elle, Porque fe elle lhe vira o roto, naõ tivera animo, nem vontade de cõmeter taõ grande traiçaõ; e com eftas palavras lhe diffe outras de tanta nobreza, e grandeza de animo, que fe houvéraõ de matar ambos, e neta revolta tiveraõ os quinze Chriftãos tempo para fe falvarem: e o me{mo fiel Mouro fe quizera vir com elles, fe o irmaõ o naõ levára configo para defculpa do feito, que naõ cuftou a ambos menos que as cabeças, que ElRey de Féz lhe mandou cortar; por ferem pefoas da caía Real, e muito poderofos, e grandes cavalleiros: a hum, porque naõ levou os Chriftãos, como lhe prometteo; e ao outro, porque lho impedira ; principalmente a tenda, e bandeira delRey Dom Manoel, que já etimava, como fedelle alcançára alguma grande vitoria, e ainda que imaginada, nem afim o confentio fua invencivel etrella. Invejado o valente Sid Ihe Aben Tafut de muitos, e mexiricado de alguns com ElRey Dom Manoel, determinou apagar com boas obras as fofpeitas, que delle femeavaõ os inimigos de fuas façanhas, fazendo duas as mayores, que entaõ hum grande animo podia cometer. Que eraõ aventurar até o ultimo de fuas forças fua pefoa com a de Xerife; e depois correr a Marrócos, e chegar a fuas portas. E para ito mandou pedir a Dom Nuno Mafcarenhas ajuda de Portuguezes, fem os quaes naõ queria fazer coufa alguma grande: e ainda que pelo difcredito, em que fua lealdade andavaRegisto 2 e cativáraó, matando alguns, em que entrou o mefmo Dom Rodrigo de Noronha Capitaõ, eflando falando em negocios com hum Xeque. E fendo Dom Nuno Mafcarenhãs avifado deta traiçaõ, no me{mo dia fabio ao campo com cento e cincoenta lanças, e alcançando-os, desbaratou a mayor parte, matando cento e cincoenta, e cativando feis centos e feffenta, e muito gado, e outras peças ricas. E afim acabou o valente Sid Ihe-Abentafut., taõ famofo, e temido em toda Mauritania, que com razaõ receavaõ vieffe a fer fenhor de toda ellaregisto 3 – Um tipo, jose mascarenhas, tentou matar o rei D. José I, podia falar das traições dos Montalvão a João IVCondemnaõ outro íim a meíma Ré em confifcaçaõ de todos os feus bens para o Fifco , e Camera Real; comprehendendo-fe nefta confifcaçaõ os de Vínculos, que forem eonftituidos de bens da Coroa, e os Prazos; com todas as mais penas, epie ficaõ eftabelecidas para a extinção da memoria dos Reos Jofeph Mafcarenhas, e Francifco de Aílis de Távora.Palacio de NoíTa Senhora da Ajuda, em Junta de 12 de Janeiro de 1755).Não tenho palavras para qualificar este tipo de gente. E continuam a ter todas as importâncias num estado de direito. Revolta me esta situação Senhora Cristiana VargasTodo o património desta gente ficou na coroa portuguesa, os títulos idem aspas e cometeram crimes horríveis e continuam impunes.

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  13. O outro devia ser o pai ou um tio, não tenho informação.Este é o José Maria da Silva, este andou por Lisboa e acabou por falecer em 1905Documento simplesTESTAMENTO CERRADOTestador: José Maria da Silva, proprietário Testamenteiro: Antónia das Dores Pote e Silva Local: Elvas, Assunção, Rua João Pereira de AbreuData original do testamento: 4 de setembro de 1905Data 1908-10-20 – 1908-10-20Código de referênciaPT/ADPTG/ALL/ACELV/H/002/0056/000001Cota atual Liv. 56, imag. 0002

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  14. Adorei as histórias destes “malandros”! Faz falta o Alves dos Reis, muito mais refinado!M. Teresa L. Pereira

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    1. Estes, como costuma dizer-se, são criminosos de “meia tijela”! Obrigada.

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