Como uma revolta popular libertou todo o país

invasoes-francesas.jpg 

A vitória dos pescadores pobres de Olhão sobre os franceses inspirou a insurreição do resto de País. Não contentes, os olhanenses ainda atravessaram o atlântico, num feito marítimo único que lhes valeu a independência e o reconhecimento real.

 

Como é que um exército pode sair derrotado perante um punhado de homens, sem preparação ou treino? O folclore nacional conta diversos episódios deste género, mas a revolta de Olhão será talvez o mais expressivo exemplo de como tudo pode a força dos que sabem que a razão está do seu lado.

Pode dar o mote para que todo um país expulse o inimigo. Pode atravessar o oceano para levar a boa nova e trazer a independência. E pode tanto, porque não se trata do imaginário ornamentado pelo passar dos anos, mas sim da mais pura realidade, que aconteceu naquele mês de junho de 1808, numa pobre aldeia do litoral algarvio onde, à época, viviam apenas homens e mulheres com vidas curtidas pela agreste lida do mar.

 

Capturarfranceses.GIFA corte Portuguesa embarcou para o Brasil a 29 de novembro. Já as tropas francesas tinham entrado no País, tomando conta de todo o dócil território. Ora, logo aí Olhão foi diferente “olhando sempre para aquela nação francesa com olhos de veneno e má vontade”, como foi notado pelos recém-chegados. Os olhanenses tinham razões para tal: não estavam habituados a ter tutela e a vivência dura que levavam tornou-se praticamente insuportável, tamanho o peso dos impostos a que o novo poder obrigava.

 

 

Olhão era um rastilho à espera de se lhe chegar fogo.

 

A centelha foi acesa a 12 de junho.  João Rosa, o escrivão do Compromisso Marítimo de Olhão*, num ato de desafio aos opressores, destapou as armas de Portugal que havia tempo tinham sido obrigados a esconder na igreja onde assistiam à missa. A notícia correu e logo “todas as embarcações na praia e em terra levantaram a bandeira portuguesa”. Quatro dias depois, José Lopes de Sousa, governador de Vila Real, destituído por não se vergar ao jugo estrangeiro, rasgaria os novos editais franceses e instigaria os homens a segui-lo. “Prontos e mais que prontos” para “morrer e dar até à última pinga de sangue”, responderam logo os que o ouviram e correram pelas ruas, chamando os demais.

cc-168-p1_0001_1_p24-C-R0150.jpg

 

Uns “deitaram-se ao mar (…) sem olharem a mais nada”, buscando peças de artilharia e munições que se encontravam nas ilhas, outros pegaram “em armas que havia na terra, que eram forcados, fisgas, besteiros e paus, espadas velhas, espadins, paus, pedras, tanto faziam homens como mulheres, rapazes e raparigas, até mesmo o pároco da igreja e os padres”.

 

Nos dias seguintes, procuraram apoio junto da armada inglesa, ao largo da costa, e em Ayamonte, tendo conseguido aprisionar três xavecos** franceses e os seus ocupantes.

Com isso reuniram mais armas e impediram o reforço do contingente inimigo em Faro, que logo pediu reforços a Tavira e Vila Real.

“Nada disto lhes meteu medo ou abalo, antes lhes meteu mais ânimos de sorte”, pois que a improvisada força olhanense, feita de “uma gente maruja estranha a taes empresas, mas valorosos, a quem as mesmas mulheres davam o exemplo”, foi esperar estas tropas à Ponte de Quelfes, onde se deu o episódio mais dramático da contenda. Aos tiros seguiram-se perseguições, “em peleja, entre matos”, matando-se 18 franceses e ferindo-se dois. Do lado português houve apenas uma baixa, mas os franceses mataram mais dois rapazes, na sanha da retirada.

Foram dias extraordinários, mas também penosos, pois que de fora “não vinha pão nem nada” e os olhanenses, não podiam ir ao mar, pois pegavam em armas e velavam os caminhos, sem descanso. “Com todas estas necessidades que passámos, parecia que Deus Nosso Senhor nos mantinha”, conta o mesmo João da Rosa, escrivão do Compromisso Marítimo de Olhão, a quem se deve o relato mais vivo dos acontecimentos.

Vendo que a força não vergava os do lugar de Olhão, os franceses tentaram comprar a sua vontade, prometendo-lhes privilégios e isenções. Nada conseguiram.

Ameaçaram depois passar todos à espada e arrasar aquela terra, mas já era tarde: motivados pelo exemplo olhanense, também Faro e depois Tavira se sublevaram e outras localidades se seguiram. E com a ajuda dos algarvios, também o Alentejo se levantou contra os invasores e depois todo o País. Com auxilio das tropas inglesas, em setembro estava terminada a primeira invasão francesa.

O feito dos marítimos olhanenses, no entanto, não se ficou por aqui. Era preciso ir mais longe, muito mais longe. Mais propriamente ao outro lado do Atlântico.

1722975_QbJf1.jpg

 

A 6 de julho abalava de Olhão o caíque Bom Sucesso, insignificante embarcação de pesca desadequada para tão grande viagem, com uma tripulação de 18 homens, também eles estreantes em tais empresas. Sem instrumentos de navegação, guiando-se apenas por cartas marítimas incompletas, as correntes e as estrelas, o piloto Manuel de Oliveira Nobre conseguiu fazer aportar ao Rio de Janeiro todos sãos e salvos, a 22 de setembro.

Mais do que o propósito formal da viagem: levar a boa nova de se ter o país livrado dos invasores, os olhanenses foram buscar a independência que há muito ansiavam e que tanto lutaram por conseguir. D. João VI concedeu a Olhão o estatuto de vila da restauração, com “todos os privilégios, liberdades, franquezas, honras e isenções de que gozam as vilas mais notáveis do reino”, atribuindo igualmente tenças e honrarias – nomeadamente medalhas como a da foto – a todos os tripulantes do “Bom Sucesso”.

Medalha.jpg

 

 Num século apenas, o pequeno aglomerado de cabanas era elevado à categoria de vila.

Por uma vez, tal distinção não se deveu a uma oca atitude majestática ou à paga pelos feitos dos nobres do local. Antes, foi conquistada a pulso, pela arraia miúda, protagonista de um jogo de emancipação de que habitualmente fica alheada.

Eram novos tempos, os que se avizinhavam.

 

 

À margem

António de Gouveia. Terá sido ele a única baixa da força olhanense no combate ocorrido na Ponte de Quelfes. A tradição oral diz que este era um ancião, com perto de cem anos, admirado e respeitado por toda a comunidade, onde já teria desempenhado importantes funções, como ser juiz do Compromisso Marítimo de Olhão aquando da construção da sede desta instituição, concluída em 1771 e que, com muito esforço, consolidava a autonomia profissional daquelas gentes do mar em relação a Faro. Seria, pois, uma figura proeminente na terra, que à época tinha já a alcunha de pai-avô, pela idade avançada e pela grande estima e reverência que inspirava. Estranho é que, sendo tão reconhecido, sobre ele não haja uma palavra nos dois relatos mais vivos da revolta, os de João da Rosa e de José Lopes de Sousa, que assistiram e participaram nos acontecimentos. O assento de óbito de António de Gouveia também não ajuda a perceber quem foi este homem, informando apenas que era casado com Joana Gomes e que morreu “de desgraça”, a 18 de junho de 1808, precisamente o dia da batalha da ponte de Quelfes. Mais três pessoas morreram de igual “causa” e na mesma data, dois menores e outro homem, o que poderá contrariar a versão oficial de ter sido apenas António de Gouveia o “mártir” da contenda. Certo é que o seu enterro mobilizou toda a comunidade e até autoridades exteriores. Certo também é que o valor de António de Gouveia era de tal forma apreciado que os seus parentes adotaram o sobrenome Pai-avô, que prevalece até à atualidade, como até à atualidade não se desvaneceu o orgulho das gentes de Olhão neste este seu corajoso filho.

Mas isso é outra história…

 

*Instituição criada 1765, com o fim de apoiar os pescadores e as suas famílias. A classe piscatória contribuía para a Confraria Real do Corpo Santo dos Mareantes ou Compromisso Marítimo de Olhão e deste recebia assistência médica e social.

**Pequena embarcação com três mastros e vela latina.

 

 

……………………………………….

As imagens presentes são meramente ilustrativas, não correspondendo, em concreto, aos acontecimentos relatados.

…………………………

Fontes

Biblioteca Nacional Digital

www.purl.pt

Declaração da Revolta principiada no dia 16 de junho de 1808 no lugar de Olhão pelo Governador da Praça de Villa Real de Santo António, José Lopes de Sousa, para a restauração de Portugal; 26 de julho 1808.

Joaquim Alberto Iria Jor. – Do Algarve ao Brasil no caíque de pesca “Bom sucesso”; Lisboa, 1936.

Representação ou carta enviada pela Câmara desta cidade de Faro ao Rio de Janeiro a S.A.R o Príncipe Regente, nosso senhor – Faro 1808.

——

António Rosa Mendes – O levantamento popular de Olhão contra os franceses – Promontoria; ano 6, nº 6, 2008 – Universidade do Algarve.

———

http://www.olhao.web.pt

Antero Nobre – Heróis olhanenses de 1808 – Associação de Valorização Cultural e Ambiental de Olhão,  2008

Antero Nobre – História Breve da Vila de Olhão da Restauração – Associação de Valorização Cultural e Ambiental de Olhão,  2008

O manuscrito de João Rosa – edição atualizada e anotada – Associação de Valorização Cultural e Ambiental de Olhão,  2008.

——-

 

Arquivo Nacional da Torre do Tombo

www.tombo.pt

Registos Paroquiais – Olhão

 

www.priberam.pt

 

Imagens

Biblioteca Nacional Digital

www.purl.pt

http://www.olhao.web.pt

http://caxinas-a-freguesia.blogs.sapo.pt/18588.html

http://historia-portugal.blogspot.pt/2013/05/as-invasoes-francesas-guerra-peninsular.html

 

22 responses to “Como uma revolta popular libertou todo o país”

  1. Magnifico, uma narrativa soberba, que dignifica a História e honra a Vila de Olhão. Rui do Ó

    Gostar

    1. Muito obrigada! Agradeço também a dica que deu origem ao texto. Tenho que passar uns dias no Arquivo Distrital de Faro, para aprofundar a história do António de Gouveia.

      Gostar

  2. Boa tarde.Desconhecia por completo a importância de Olhao, nessa vitoriadecisiva sobre os franceses.Diga-me por favor se Quelfes e uma povoaçao ou uma ribeira?Obrigado.A. A.

    Gostar

    1. Olá, boa noite. Já foi respondido – o que agradeço – mas confirmo, que Quelfes é freguesia, da qual faz parte, aliás, a ilha da Armona. A ribeira é a de Marim.

      Gostar

  3. Freguesia de Quelfes, Ribeira de Marim. Outrora, nessas margens, caíram lágrimas de Espanca, Florbela, no seu exilio, poemas malditos, de uma tristeza tamanha.. . Rui do Ó

    Gostar

    1. Obrigada pela achega. Não sabia desse “exílio”. Fui cuscar, porque pensei que tivesse sido em consequência do desgosto sentido pela morte do irmão, mas afinal foi antes, por questões de saúde. Sobre a passagem da poetisa pelo Algarve, encontrei este trabalho que me pareceu bastante interessante: https://sapientia.ualg.pt/bitstream/10400.1/5026/1/Florbela%20Espanca%20no%20Algarve.pdf

      Gostar

  4. Separata da Voz de Olhão, in Jornal O Olhanense, editada pelo meu saudoso primo e amigo Herculano Valente, outra personalidade mal-amada, que deu tudo por Olhão, sem nunca receber algo…

    Gostar

    1. Segundo sei foi homenageado várias e merecidas vezes. Obrigada pela informação.

      Gostar

  5. Fica este livro ao cuidado da Senhora Cristina Vargas e leia o e vai que não tem 90% do que fala e existiram soldados, pessoas que relataram o sucedido.A invasão de Napoleão, não fala de Olhão, não é de deitar fora todo o texto que fez, possuo documentos portugueses da época 1810, a mostrar outra coisa, dos 200 livros a falar sobre o tema, temos estes dois da época, o resto é tudo da republica e Estado Novo. Como é que fazem livros sem lá estar, e sem procurar pela verdade, é estranho de facto. É um registo mais militar com regras e leis bem definidas. Nós portugueses no passado fomos heróis, existiu um preço muito alto, em mortes, violações a mulheres e o Napoleão ficou com 1/3 de Portugal do Douro ao Tejo com partes de Coimbra e Aveiro pertencente ao Reino. Historia geral da Invasão dos Francezes em Portugal José Acúrsio das Neves – 1810 A Retirada das tropas Hespanho- . las fez demorar algum tempo a marcha das Portuguezas, que se destina- . vão para França; mas Napoleão tinha este negocio muito em vista. Em consequencia das suas ordenso positivas partírão com A divisão Solano evacua Portugal, e em seu lugar vão tropas Francezas guarnecer do Jul ár ordens de Kellerman , e Maurin. Estes Generaes impõe novas contribuições, que são mandadas suspender pelas representações de alguns magistrador. Continuão os roubos ; aventura do Corregedor de Lagos; sentimentos de hum General Francez, da antiga escola.HE necessario continuar o fio das nossas desgraças. Novos movimentos tinhão dado nova direcção 4 cabeça do Principe da Paz, e as tro- li# pas Hespanholas tiverão ordem para ” sahirem de Portugal. Conseguio Junot deter ainda as que guarnecião as provincias do norte, e todas as da divisão de Carraffa; mas a de Solano principiou o seu movimento pelos principios de março; e em pouco tempo evacuou Portugal. O exercito Francez ficou então enfraquecido ; e forão necessarios novos arranjos, para se guarnecer com elle todo o reino, menos o que fica ao norte do Douro. Kellerman foi commandar as provincias da Extremadura, e Além-Téjo, Maurin o Algarve. Erão ambos Generaes de cavallaria; e esta escolha não foi sem motivos: Junot contava sempre, que seria necessaria a cooperação do seu exercito contra a Hespanha; e he para esta parte, que elle devia empregar a maior força possivel em cavallaria. Estabeleceo Kellerman o seu quartel-general em Setubal; porém mandou o forte das suas tropas para a Provincia do Além-Téjo, onde erão • mais precisas. O coronel Miquel foi mandado para o governo de Elvas; e em 11 de março entrárão os Francezes nesta praça, ficando ainda por alguns dias guarnição Hespanhola no forte de Santa Luzia, e mesmo alguns corpos desta nação na praça Da divisão Carrafa se conservárão sempre algumas tropas na provincia, até os principios de junho ; em que humas desertárão, e outras forão desarmadas. Solano, não só tinha conservado os Generaes, e mais empregados Portuguezes, que achou de posse dos seus cargos, mas até admittio de no- vo alguns, que ainda estavão de fóra, e tinhão sido despachados pelo Principe Regente. Tal foi o General Francisco de Paula Leite, substituido ao Marquez d’Alorna; e entre a vinda do Marquez para Lisboa, e a ida de Leite para o Além-Téjo, tinha admittido no governo interino da provincia, e da praça d’Elvas o General Portuguez Antonio José de Miranda Henriques, contentando-se com aggregar-lhe o Brigadeiro Hespanhol D. Vicente Maria Maturana, para governar a praça em 2o A Politica Franceza era muito differente: não admittia Portuguezes nos postos importantes, a não serem alguns, de quem muito se confiava, e nas Praças de menor importancia. Maurin fixou-se em Faro pelos fins de março , estendendo para os lados por todo o Algarve os seus subalternos; e as suas tropas , que consistião na legião do meio-dia, em hum batalhão do regimento 26, huma companhia de dragões , e outra de artilheiros. D’entre os subalternos era o principal, e hum dos que se fizerão mais notaveis, o coronel Maransin, que foi governar a cidade de Lagos, e sua corregedoria , como elles lhe chamavão. Portugal passou a ser um Pais de poetas.Cumprimentos

    Gostar

    1. Muito obrigada! Eu também me baseei essencialmente em documentos escritos na época, como pode ver. Já agora, o meu nome é Cristiana, não Cristina.

      Gostar

  6. Olhe Cristiana, hoje os portugueses julgam que a invasão de Napoleão matou mais portugueses nas três vagas de intervenção, que não é verdade.Morreram mais Portugueses, com o Miguel Bastardo de bourbon turco que todos vós portugueses possam imaginar, só porque famílias não apoiavam o Miguel Bastardo eram todas executadas e no Algarve existem relatos do pior que você possa imaginar.Lembram se com certeza do processo dos Tavoras em Portugal, como do processo da queda Bastilha de Louis XVI !Os métodos usados foram os mesmos, assolaram províncias, deixaram luto Nacional, queimaram os mortos e isto é pratica comum na casa dos Bourbons e aconselho a lerem a história antiga dos Bourbons antes de Philipe V de bourbon e depois façam o vosso Juízo o que aconteceu em Olhão.Olhão foi a guerra contra o Miguel Bastardo, a histórias que conhece com certeza que deve relacionar se com os dissidentes e apoiantes de Miguel, como do usurpador da casa de Cadaval que esta encerrou portas por não ter descendência paterna, nem materna em 1706. Extinctum CadavallumAmbrofio de Mello Cadavallem/ Duci , eo fine liberis vita fuméto , rurfus nupfit jameti de Mello Ludovici fratri ac fucceffori. Ambrofio de Mello; e morto efte fem filhos, fegunda vez com o Duque D. Jaime de Mello irmão do defunto, tambem sem successäo. – – Eu não posso estar sempre a corrigir o seu processo, eu tenho 5GB de informação da minha árvore de genealogia e das histórias de apêndices, como é o caso dos processos que vitimaram, muitos inocentes, mulheres, crianças, velhos, homens e nestas histórias todas, eu sinto me, fico muito triste.Eu pergunto a historiadores do medieval, renascentismo, do iluminismo tanta informação que eles não tem conhecimento. Eu estou a postar aqui neste Blog esta informação, porque sei de antemão que existem 74 republicanos que compraram títulos da monarquia ao Bastardo e é para mostrar a esta gente que o dinheiro foi muito mal empregue. A minha autoridade na Monarquia a Senhora Cristiana irá constatar quando mudarmos alguma vez para a Monarquia, muitos dos monárquicos em Portugal não apoiam directamente esta gente e no seio de Portugal, como já lhe disse, eu não preciso fazer nenhum desenho para ninguém.

    Gostar

    1. A guerra civil portuguesa, entre absolutistas e liberais foi medonha, não tenho dúvidas. É um tema que pretendo abordar. Como sempre neste blog, de forma lateral, nas histórias da história. Obrigada.

      Gostar

      1. Relativo ao blog Estórias da Historia relatada pela historiadora Carla Brito, relativo a D. Pedro I e Afonso IV. existem inverdades neste texto. A mulher de D. Afonso IV não é D. Beatriz e o Pedro I, não é o 4 filho. Trago lhe registos anterior a 1702. Não consigo postar no blog da senhora além de me registar, não dá permissão.08 de Abril de 1320: Nasce D. Pedro I, “O Justiceiro”. Cognominado “o Justiceiro”, foi o oitavo rei de Portugal. Quarto filho de D. Afonso IV e de D. Beatriz de Castela, nasceu em Coimbra, a 8 de Abril de 1320, e morreu em Estremoz a 18 de Janeiro de 1367.Registo 1 TABOA GENEALÓGICA, E CHRONOLOGICA, EM QUE SE MOSTRA CONTINUADA a íucceíTaó dos Reys de Portugal nos SelJos, que adiante fevem eftampados pelos números.ELREY D. AFFONSO IV.XXVIII. Efte Sello eftava muy mal tratado, he de cera vermelha, pendente de hum cordaõ, cuja letra falta, mas he deIRey D. Affonfo IV.Confta de hum concerto de amiíàde , e con, Tom.IV. E cordia entre EIRey D. Affònfo IV. e o Infante D. Pedro feu filho, e herdeiro, fobre a diícordia, que entre elles havia pela morte de D. Ignes de Caftro, pelo que o dito Infante perdoou a todos os que íe acharao na dita morte, ederaõ confelhoRegisto 2Nefte mefmo pergaminho eftá outro Sello pendente, porém taõ mal impreflò , que íe nao pode perceber, e tal vez feria o do Infante D. Pedro j e a fita de outro, de que já naõ havia mais final, do que íèr a dita fita de Sello pendente, que tambem entendo íèria da Rainha D. Brites. Eftá na Torre do Tombo na Caía da Coroa, gaveta i}, maço 11.Registo 3Conda de huma inftituiçaõ de huma Capella, que EIRey D. AfFoníò IV. com a Rainha D. Brites fua mulher, fizerao em a Sé da Cidade de Li£ boa na Capella mayor, em a qual elegeraõ fua íepultura, e íè mandarao enterrar, e ordenarao, que em ella cantafièm continuamente dez Capellães, e íè edifícaííè hum Hofpital: feita em o Porto a 23; de Junho da Era de 1580Gostaria que a Senhora historiadora me facultasse registo deste calibre para justificar a Senhora Beatriz.

        Gostar

  7. Falta os anos que os bastardos, Miguel o o Pedro, desde 1826 até 1833 de assassinatos. pagina 420ASSASSINATÍISFeitos em Portugal desde 24 de Julho de 1833 ate’ fim de 1837. Assassinos. Roubos;Lisboa-em um anno. . . .. . 194 614Faro . . . . . . . . . . . . . . . . . 285 509 Castello Branco . . . . . . . . 81 90 Portalegre . . . . . . . . . . . 89 595Guarda . . . . . ‘. . . . . . . 221 313 Porto. . . . . . . . . . . . 528 378 Braga . . . . . . . . . . . . . 41 620 1442 3119Eu pedi a duas agências governamentais uma na Suiça e outra nos EUA, relativo ao ADN desta gente ilustre que muitos de vós apoiam. Relativo aos bourbons que ambos destes bastardos tem no sangue. “Through a test of three family members living today, the Y-DNA profile of this line can now be determined. The subjects of the test were Prince Axel of Bourbon-Parma, Prince Sixto of Bourbon-Parma and Prince John. Henry de Orleans-Braganza All three share the same profile and belong to the haplogroup R-Z381enviado por: igenea.comassinada por: igenea.comDear Mr.,thank you for your message.The male lineage of the House of Bourbon and the House of Braganza are not the same. João of Orléans-Braganza is not from a male Braganza lineage but from the House of Orleans (which is a male lineage of the House of Bourbon). Therefore, the male Braganza lineage was another Y-DNA profile than the male Bourbon lineage.para: ncbi.nlm.nih.govdata: 20/01/2020, 14:52assunto: Re: Genetic genealogy reveals true Y haplogroup of House of Bourbon contradicting recent identification of the presumed remains of two French KingsNo paternal relationship was found between the living DNA donors and the donors of the blood sample of Louis XVI or the head of Henri IV. First, the Y-chr of the donor of the blood sample belongs to haplogroup G(xG1,G2) while the living Bourbon members belong to R-Z381*. Based on the time calibration of the Y-chromosomal phylogeny, the time of the most recent common ancestor (tMRCA) between individuals belonging to haplogroup G and R will be some 10 000 years ago. Second, the strong differentiation on the Y-STR haplotypes between the living donors with the blood donor also suggests at least 260 meioses between them . Although a low number of Y-STR results were obtained for the presumptive head of Henry IV, even the six Y-STRs and the three confirmed Y-STR haplotypes showed high differences with the living Bourbon donors, suggesting at least >110 meioses between them . Moreover, the genetic identifications of the presumptive head of Henri IV and the presumptive blood sample of Louis XVI were only based on a similar partial Y-STR profile of both samples. Nevertheless, no evidence for a genealogical relationship between the DNA donors of the head and the blood sample could be found based on the calculations of the tMRCA due to the low number of analyzed Y-STRs and the mutational difference observed on one Y-STR . Therefore, the similarity between the partial Y-STR profiles of both samples as indicated by Charlier et al could have been just the result of coincidence. Finally, if the samples were indeed of both kings of France this would mean that there were at least two non-paternity events within the royal lineage of the House of Bourbon, namely that Henri IV was not the biological father of Louis XIII, next to another non-paternity between Louis, le Grand Dauphin and King Louis XVI. Non-paternity events—whether a man is not the biological father of his legal children—mainly occurs when the mother had sexual intercourse with a man other than the legal father or when an unreported adoption occurred. Nevertheless, the frequency of paternal discrepancy in the Western European populations is at most 3% and is probably <1% of human births.Moreover, while there has been speculation about non-paternity cases in the family, the written records do not contain evidence for such events within this lineage of the House of Bourbon

    Gostar

  8. No processo das guerras em Olhão o relator João Rosa ou Roza. Descubra quem é esta personagem, apoiante de quem, a família Roza e Mascarenhas antes de entrada dos Filipes em Portugal, descubra o que fizeram a Portugal nos atentados aos Reis portugueses, e depois aliaram se ao Miguel. Descubra a verdade. Muitos das suas fontes relataram coisas de outros, tinham que ser os franceses, mas em Portugal essa gente passou a estrangeiros e desnaturaizados pelo que fizeram contra membros da casa real portuguesa. Isto é a minha opinião, existem documentos

    Gostar

    1. Caro João,Agradeço os seus comentários. Lamento não ver as coisas com os mesmos olhos. Não tenho nada contra a família de quem quer que seja nem escolho as minhas fontes com essa base, antes pela pertinência e veracidade que me parecem ter. Obrigada.

      Gostar

      1. Cara Senhora Cristiana VargasNestes registos que deixo, mostra uma lista das pessoas apoiantes de Miguel nas guerras liberais e fala do Porto, neste caso. Eu compreendo não tenha os mesmos olhos, eu entendo, isto é o passado e existe coisa pior. Registo 1Colleccao de Listas, QUE CONTEM OS SOMES DAs PESSOAS, QUE FICARÃO PRONUNCIADAS NAS DErassas, E SUMMARIOS, a que mandou proceder o Governo Usurpador depois da heroica contra-revolução, que arrebentou na mui nobre, e leal Cidade do Porto em 16 de Maio de 1828, nas quaes se faz menção do destino, que a Alçada, creada pelo mesmo Governo para as julgar, deu a cada uma dellas. Tendo VossA MAGESTADE IMPERIAL tido a magnanimidade não só de livrar a infeliz Nação Portugueza do ferreo jugo do Governo Absoluto, que por tantos annos a opprimio, outhorgando-lhe a preciosa dadiva da Carta Constitucional de 29 de Abril de 1826, mas tambem de se colocar á frente do bravo Exercito Libertador, para reivindicar o Throno Portuguez, tão aleivosamente usurpado, e restituir aos Portuguezes a mesma Carta, da qual do mesmo modo tinhão sido privados; e até mesmo porque a Augusta Presença de VossA MAGESTADE IMPERIAL nestes Reinos livrou dos ferros do mais feroz Despotismo a milhares de victimas, por elle immoladas á Liberdade concedida por aquella Carta; eu julgo do meu mais sagrado, e rigoroso dever dedicar, e oferecer a VossA MAGESTADE IMPERIAL a presente — Collecção de Listas — dos nomes daquelles, que, por serem fieis ao seu juramento, forão julgados pela Alçada estabelecida nesta mui nobre, e leal Cidade.Confio, em que VossA MAGESTADE IMPERIAL acolherá este meu trabalho com aquella benignidade, que tanto o caracterisa, pois julgo, á vista das razões ponderadas no Prefacio, que nisto faço serviço a VossA MAGESTADE IMPERIAL, a SUA MAGESTADE FIDELISSIMA a Senhora D. MARIA II, e á minha Patria, cujos objectos me merecem o maior amor, veneração, e respeito, e que por isto eu empregue todas as minhas forças em tudo aquillo que lhes póde ser util.Deos Guarde a VossA MAGESTADE IMPERIAL por muitos annos. -Porto 5 de Setembro de 1833.Manoel Jose Rosa – Veio preso de Villa Real. Morreu na cadêa em 6 de Outubro de 1829, e não consta, que fosse sentenciado.Registo 2que os bós confelheiros o ordenarão, a com qdom Garcia entrou então mà fof* peita contra dom Iorfe, que lhe veyo a * parecer que todos os finais q nelle emo xergaua de bom amigo, erão mais difsi: mulações que boa amizade, & praticano do ito com tres dos da fua parte,de que ## mais fefiaua, que forão. Manoel falcão, Sancho da rofa, & hü martim pirez,lhes diffe que fua tenção era matar dõ Iorfe tá pois o queria matar a elle tanto contra rezão, ao que lhe diffe o Martim pirez c: que não defe entrada a tal penfaméto, que feria caufa defe perdra quella fortaleza com quantos Portuguefes, & molheres & crianças innocentes auia por toda aquela terra, & que oufaria a afir marque nunca talcoufa imaginaradom # Iorfe, porque fabia certo qmuytosbuf. … saudo modos&inuenções para os meterema ambos em o dios & defauençasOs Roza ou Rosa tiveram um mundo cheio de peripécias de morte, juntamente com a família Mascarenhas apoiantes de Miguel contra a Rainha D. Maria II. 1788 – ‎Os Hefpanhoes para repararem eta perda recorrerão aos antigos ardis, e tiverão meyo de fazer fufpeito de traição a D. Jorge Mafcarenhas Marquez de Montalvão, Cono Tom. III. H fefelheiro delRei, condecorado com as primeiras dignidades1737 – Logo que o Governador foube de D. Jeronymo Mafcarenhas aquella traiçaõ do Tanadar de Dabul defpachou a D. Pedro de Menezes com alguns navios para hir tomar fatisfaçaõ dete Defaforo, ordenandolhe que efperafe por aquele mar as 1819 – ‎eleto Tenente, o Segundo Tenente João Mascarenhas da Roza, de Ordens do Tenente General José Antonio da Roza. mostra Regimento de Milicias de Braga. sarro … V oi misto da quinta Companhia, o Tenente Manoel José Rodrigues.

        Gostar

  9. Quando afirmo que é preciso descobrir a verdade, é porque é imperioso.Já lhe postei aqui o assassinato do rei de Fez por mascarenhas e este mentiu que o rei D. Manuel I o tivesse mandado cortar a cabeça aos seus parentes de Sangue em Fez, por Limburg da Bélgica e da Bohémia. Esse mascarenhas, foi expulso de Portugal após o que aconteceu em Fez. Além do corte das cabeças dos Reis de Fez, mais 150 homens lanceiros morreram por causa da atitude deste mascarenhas.Rege. qui mourut âgé de cent ans. lD.OMB.M.V. Gaspar Serenissima Benemerina Familia, vijorque ; Otho de BrunsvvickD. O. M. B. M. V. Gaspar ex Sereniffima Benemerina familia, vigefimus fecundus in Africa Rex. dum contra Tyrannos a Catbelico Rege anna rogat auxiliaria, liber effeflus, Through Germany, Bohemia, Hungary, SwitzerlandA história que eu julgava conhecer relativo a esta família mascarenhas, fiquei revoltado, além de mentirem, de usurparem, assassinaram minha família passada. Hoje sei que são estas gentes, hoje sei, porque foi procurar as provas.Não lhe estou a pedir à Senhora Cristiana para tomar partido de alguma situação, não, só mostro registos, mais nada e depois faça o seu Juízo.

    Gostar

  10. SÓ UM PAÍS COM HISTÓRIA NOS FAZ AMAR O PAÍS. !

    Gostar

    1. Atrevo-me a dizer que, no meu caso, será mais correto ainda dizer que ao conhecer sua a história, amo ainda mais o meu País.

      Gostar

  11. Hoje as pessoas de Olhão devem estar mais interessadas em falar inglês, servir comida muito tradicional a forasteiros, mostrar um ritual ou seja o que for apenas para os outros verem pois já nada lhes significa. Mudam-se os tempos, decaem-se as vontades.

    Gostar

    1. É provável, mas valeu-lhes a autonomia! Em tempo de paz esquecem-se essas agruras.

      Gostar

Deixe um comentário