Instantâneos: à espera do reizinho

5.jpg

Cores claras, branco virginal, rendas e laços bem engomados, plumas nos chapéus das senhoras e luvas, apesar do calor. Só quem está imaculadamente vestido se pode apresentar na fila da frente. Os homens ficam na segunda linha. A autoridade não deixa que os indesejáveis se aproximem. Afinal, trata-se de receber o reizinho na Basílica da Estrela.

Alunas de colégios da Lapa aguardam D. Manuel II, para a festa do Sagrado Coração de Jesus, em julho de 1908. É preciso acarinhar o jovem. Ainda ninguém se esqueceu que apenas cinco meses antes perdeu o pai e o irmão num

0002_M.jpg

brutal assassinato a que assistiu e que, por pouco, não o vitimou também. Tem só 19 anos e não parece muito à vontade nas cerimónias públicas.

Não foi educado para suceder a seu pai no trono e isso deve pesar-lhe, intimidá-lo.

Aqui vive-se ainda alguma euforia, a aclamação foi muito recente e D. Manuel mal se inteirou da espinhosa tarefa que tem pela frente. Desconhece que o fardo será breve.

Dois anos depois, será deposto e rumará ao exílio.

 

Imagens

Arquivo Municipal de Lisboa

Joshua Benoliel

PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001605

António Novais

PT/AMLSB/ANV/001122

9 responses to “Instantâneos: à espera do reizinho”

  1. Foi pena ter sido expulso, pelos mesmos que hoje apoiam um bastardo a duque de bragança, os mesmos que expulsaram o Rei D. Manuel I.Eu guardo tudo, guardo as famílias que cuspiram no prato, para expulsar o Rei legitimo, para colocarem um Caucasiano – Turco de sangue e é de muito mau gosto, destas gentes que apoiam um bastardo. Não há perdão possível para as famílias que foram Traidores do Reino de Portugal, alguns republicanos que nesta vida foram presidentes da republica tiveram títulos da nobreza, mas não vai vós valer de nada na Monarquia existente. Podem ter negociado a entrada para este meio, é a mesma coisa que nada.A fuccefaõ ao Throno de Portugal he pelo direito do fangue, regulada nas Cortes » de Lamego do anno de 1143, conforme as Leys de » Lamego, que ali foraõ eftabelecidas, como eu o re»firo no tomo I, da minha Hitoria, pag. 55. E o que , eu tambem efcrevi a refpeito das Cortes do Reyno, » celebradas em 1674, e em 1679, e 1698, e que trago • » IRO » no tomo 7, pag. 677, e no 8. pag. 398, podia abrir ,, os olhos a etes Padres, ainda que o viffèm com , pouca attençaõ, fobre a realidade deta tradiçaõ, », para naõ cahirem no erro de a produzir em humas , Memorias, que devem fervir para a Hitoria das fciencias, e das bellas artes. , Quanto à prodígiofa individuaçaõ, em que ef. , tes Padres dizem, que eu tenho entrado, notam, do todas as filiações da Cafa de Bragança, eu o fiz, , naõ pelo fim, que eles apontaõ; porque antes do , feu Extracto naõ fabia, que houvefè pefoa no , Mundo, que afeguraffè ete modo de fucceder na , Coroa de Portugal pelo direito de defcender da Cafa de Bragança; mas com o fim de cumprir à obri,, gaçaõ de fiel Genealogita, que he dar a cada hum , o que lhe pertence.Rei

    Gostar

    1. Pois, isso de quem tem legitimidade para ser rei é muito discutível. Alguns bastardos, como d. João I fizeram mais do que certos legítimos.

      Gostar

      1. Bom dia, Senhora Cristiana Vargas, espero que a Páscoa tenha sido agradável e com Saúde com esta situação do Covid 19.Relativo ao Reino de Fez e de Marrocos, as pessoas normalmente atribuem a estes reinos aos mouros, desde 1210 existe ligação a Hesse a Alemanha como filho de Rei na Península Ibérica. Estes Réis tem o mesmo sangue que D. Afonso Henriques, D. Manuel I e quando o assassino mascarenhas cortou as cabeças de meus antepassados da família Benemeris, erraram e andam a errar muitas vezes mesmo. VEmpire en faveur de son Henri II. fils. V Archiduc Maximilien revient promptement d’Efpagne, pour s’y opposer. Il amène avec lui Bubaçon parent du Roi de Fez i ce qui donne sujet à l’auteur de parler des “Royaumes de Fez, de Maroc, de Tremesen, de Tunis, de leurs anciens Rois , & de ces régions dì Afrique. Les Princes intercèdent auprès de ïEmpereur , pour la liberté du Landgrave de Hesse.Maurice use de dissimulation. II vient â Ausbourg. U joint ses troupes à celles de Guillaume fils du Landgrave de Heffe. Il change le Conseil établi par VEmpereur.LIVRE SEPTIEME.MAxiMiLiEN , gendre de l’Empereur , ■ partit alors d’Espagne pour se rendre à Aus- Henri II. bourg} Ferdinand son pere l’avoit engagé i y y o, à ce voyage , pour conférer ensemble íur la succession à l’Empire. L’Empereur , voyant combien il lui étoit important de maintenir dans fa maison la dignité Impériale , avoit eu recours à la reine Marie fa sœur, qu’il fit venir des Payis-bas au mois de Septembre,& il l’avoit chargée de solliciter son frère Ferdinand, pour l’engager, s’il étoit possible, par des pfíres avantageuses à renoncer au titre de Roi des Romains, en Tome II. AMaximilien , à Ton retour d’Espagne, avoit amené avec lui Buhazon parent du roi de Fez : ce Prince persécuté, & depuis peu dépouillé de ses Etats par le Chéris, étoit venu reclamer le secours de l’Espagne contre cet ennemi commun. Les Lecteurs me sçauront, je crois, bon gré de remonter à l’origine des rois de Fez, de Maroc, & à celle des Cherifs, pour leur faire part ici de ce que nous sçavons des Princes qui règnent aujourd’hui en Afrique D’un autre côté Abdulach de la famille des Merinis , après avoir pris quelques villes du Royaume de Tremezen , réduisit sous son obéissance celui de Fez vers Tannée 1210. II mit donc la royauté dans fa famille, ôc par ses conquêtes il recula les frontières de son empire. Le choix que ses successeurs firent de Fez pour leur séjour , dépeupla peu à peu Maroc j ôc Jjenri U. cette ville en proye à des gouverneurs avares ôc cruels devint i c j o. inhabitée. Mais Abdulach , le dernier des Merinis , ayant été tué par le Chéris1 Said, qui étoit du sang des Oatazes & gouverneur d’Arzilla, prit les armes pour venger la mort du Roi. II livra bataille au Chéris Tan 1481, défit son armée, & l’obligea de se réfugier à Tunis. De ce Said qui a régné à Fez, descendent les rois Oatazes.

        Gostar

  2. Nada é discutível, tendo o ADN Rb1 U106 Z305+ da casa de Limburg de onde era Henry de Portugal e da Bélgica. O sangue paterno é que manda e a Senhora Cristina Vargas ainda não entendeu, a legitimação da sucessão à coroa Portuguesa, não com sangue turco que alguma vez alguém ira sentar se na cadeira de Portugal.A sucessão é pelo sangue paterno e não há mais nada acrescentar. O resto é conversa, possuo ADN, sobrenome dos Reis, registos de hereditário em linha directa e sou português. Cumpro com todos os requisitos das cortes de Lamego de 1143.Hoje vive se na republica, pense como quiser, é livre, na monarquia a conversa é outra, a minha família com o meu sobrenome criamos a casa de Bragança em 630 na Baviera e de Guimaranes na Saxóniae.Se isto para si não chega, para outros já é muito.

    Gostar

  3. Vou contar uma história Joao I não era filho bastardo, não, o João I tinha o mesmo ADN que D. Afonso Henriques, Sancho I, II, o mesmo que D. Fernando I, Manuel I o mesmo que D. Sebastião, o mesmo de Philipe IV da Bélgica, o mesmo que João IV de Portugal, Pedro II de Portugal , João V, D. José I, D. Maria I, II, D. João VI, D. Pedro V, D. Manuel IIOs bastardos que tem sangue caucasiano Turcos, são Miguel e Pedro do brasil, turcos e isto existem provas de usurpação de nome, titulos e de reino. #342412 | AQF | 13 Fev 2014 19:58 – Duvidas do Duarte PioÉ sabido que o ADN de D. Duarte III Pio de Bragança já foi estudado quer em Espanha (Prof. Lorente no processo do Colombo) quer em Portugal (GenoMed/AGP) e que qualitativamente confirma a origem Caucasiana e similitude com outras casas reais europeias, embora não se conheçam publicamente os resultados quantitativos, pelo que à dúvida não fica cabalmente esclarecida. Esperemos que quem de direito o possa fazer brevemente.E em 1834 expulsaram o antepassado deste por não ter sangue paterno e isto aconteceu uma vez na vida da monarquia. A monarquia não é a republica.”Decretar o seguinte: Art. unico. O Infante D. Miguel, Usurpador da Coroa da Rainha, é pelo presente Decreto destituido, e exauthorado de todas as honras, prerogativas, privilegios, isempções, e regalias, que na qualidade, e pelo título d’Infante lhe pertenciam, e não poderá ser mais tratado, ou nomeado tal nestes Reinos. Os mesmos Ministros, e Secretarios d’Estado assim o tenham entendido, e façam executar. Palacio das Necessidades, em dezoito de Março de mil oitocentos e trinta e quatro. — D. PEDRO, DuauE DE BRAGANÇA. — Joaquim Antonio d’Aguiar. —Jose da Silva Carvalho. —Agostinho José Freire, — Francisco Simões Margiochi.”Esse Miguel tem sangue caucasiano de origem, não é de Portugal se a Senhora Cristina Vargas não entende isto, então não sabe o que é a monarquia, aconselho vivamente a estudar. O resto é conversa, o povo português sabe distinguir muito bem o que é verdade da mentira, não preciso de fazer um desenho a ninguém.

    Gostar

  4. Em 1834 fez uma lei para este Miguel, de tudo o que se passou nestas vidas, você acha que eu vou fazer alguma lei ? As leis existem é preciso fazer cumprir pelos seus magistrados, ministros e secretários e Estado. Mesmo assim, querem problemas como no passado quando da usurpação e gente aliada ao miguel, foram assassinados milhares de portugueses e famílias inteiras. Leia isto Senhora Cristina Vargas e tenho pior que isto a mando do bastardo.O Senhor Infante D. Miguel &ccupa sem contradicção o primeiro dogar entre os criminosos, que se ancharam coffi o vil”opprobrio da traição; da rebellião, do perjurio, da perfidia, e do exterminio da Liberdade da sua Patria; e a usurpação que th, mil oitocentos e vinte oito o poz no Throno, havia já antes sido tenr tada por elle á custa d’horrorosos crimes. Em mil ditocentos e vinte tres áppareceu o Senhor Infante D. Miguel pela primeira vez com as armas ### privar de Throno a # o Senhor D. João VI, mascaramdo perfidamente este attentado contra seu Augusto Pai com o pretexto da restauração da Monarchia absoluta: o projecto foi descoberto, e o Mömárcha bôde frustrá-lo. Antes de se ter passado, um anno foi ElRei preso nó seu próprio Palacio, as masmorras foram cheias de Cidadãos ###!” os Ministros foram distituidos, e presos os que não oderam occultar-se, e no dia trinta d’Abril de mil oitocentos, vintes e quatro teria talvez sido coroada a obra da usurpação, se Sua Magestade não tivesse podido conseguir asilar-se a bordo d’uma embarcação de Guerra Estrangeira; esta resolução desconcertou os traidores, e salvou a Corôa a ElRei, e as vidas a milhares de victimas que o Senhor Infante D. Miguel fez conduzir aos carceres, em quanto se preparavam os cadafalsos e os patibúlos em que deviam acabar seus dias. O Senhor Infante D. Miguel confessou-se criminoso aos pés d’ElRei nesse asilo, que Sua Magestäde achára contra as maquinações de tão ingrato filho, e ainda foi “perdoado, recebendo com tudo ordem para se afastar da terra #” tHeatro de tamanhos attentados.

    Gostar

  5. A Senhora Cristina Vargas, acha que eu deva perdoar aos criminosos, desde 1834, do regicídio, da expulsão de D. Manuel II, acha que eu deva perdoar isto, não cara Senhora, sou filho de boa gente e sinto me.E todas as famílias que o apoiarem, ficam com os nomes riscados, passam a estrangeiros, desnaturalizados de acordo com a Carta Régia de 1759 e todo o património destas famílias aonde estiver reverterá para o Estado Português. Eu sinto me e a Justiça ainda não foi feita, Senhora Cristina Vargas.

    Gostar

  6. A torre do tombo, nem tem isto, documento original D. Pedro I, D. João I era neto do Rei D. Pedro I, aprenda a descobrir a verdade. Os bastardos já lhe disse quem são. Ninguém me passa a perna, a verdade sempre a verdade. ELREY D. PEDRO IXXXIII. Efte Sello he de chumbo, e eftá bem confervado, e pendente de fios de íèda verde, e cor de canella , com efta letra: Sigillum Domini Petri Regis Portugalia & Algarbii.Eftá em huma doaçao , que fez a Rainha D. Brites, fua mãy, de Viana de Alentejo, e Odiana: feita em Lisboa a 4 de Junho da Era de 1395, que que he Anno de Chrifto de 13 57. Eftá em a Caíà da Coroa, gaveta 13, maço 5.XXXIV. Efte Sello eftá excellentemente coníèrvado, íèm embargo de íèr de cera branca, pendente de huma trança verde , e branca , com a letra •” Sigillum Domini Petri Regis Portugalia (? Algarbii. Eftá em huma Carta delRey D. Pedro, por onde toma na fua protecçao o Mofteiro de Odivellas: foy feita em Lisboa a 21 de Mayo da Era de 1396 , que he Anno de 1358. Eftá no Archivo do dito Mofteiro.XXXV. Efte Sello he de D. Fernando de Vafconcellos, Arcebifpo de Lisboa , biíheto de Aífonío, Senhor de Caícaes, filho do Infante D. Joaõ, e neto dei Rey D. Pedro I. Eftá na Bulla de Bonifacio IX. da difpenfa dos votos do Meftre de Aviz, paflàda em Roma em S. Pedro ao quinto das Kalendas de Fevereiro no anno íêgundo do feu Pontificado. Conferva-fe no Archivo da Sé de Lisboa, livro terceiro de Privilegios, e Bullas Apoftolicas, foi. 13.ELREY D. JOAÕ I.XL. Efte Sello he de cera parda, pendente de huma trança de lãa azul, e branca, com efta letra:Seello dos Contos de ElKey de gal. Cidade de Lixboa.Eftá em huma Carta paííàda em nome delRey D. Joaõ o I. a D. Pedro de Menezes, Conde de Viana , Senhor de Villa-Real, Almirante dos Reynos de Portugal, e Algarve, e Alferes do Infante íèu filho , Capitao, e Governador da Cidade de Ceuta, para que o Guarda mór da Torre do Tombo lhe dê o traslado da Carta, que EIRey D. Diniz mandou dar ao Almirante Micer ManoelXLI. Efte Sello he de chumbo , pendente de fios de íèda verde, vermelha, azul, e branca, com efta letra : Sigillum Domini Joannis Regis Portugaiia Algarbii.Eftá em huma doaçao feita ao Condeftavel D. Nuno Alvares Pereira dos bens de Alvaro Gonçalves, que paííàra aCaftella em deferviço delRey: feita em Alvites, Termo de Mirandella , a 11 de Outubro da Era de 1425 , que he Anno de Chrifto de 1578 , dous annos depois dei Rey governar. Affonfo Coudo afez. Guarda-fe no Archivo da Caía de Bragança, maço das doações antigas.XLII. Efte Sello he de chumbo, diferente do outro, como fica debuxado, pendente de feda encarnada , e azul, com efta letra : Sigillum Domini Joannis Regis Portugalia Algarbii.Eftá em huma efcritura delRey D. Joao ol. em que promette a fua nora a Infante D. Leonor de Aragao, mulher do Infante D. Duarte fuccefíòr da Coroa , íète mil florins para íèu alimento. Foy feita em Coimbra a 4 de Novembro de 1428.Coníèrva-íè na Torre do Tombo na Caíà da Coroa, gaveta 17, maço í.. XLIII. He efte Sello em cera branca, pendente de numa trança, tecida de lãa branca , e azul, com efta letra: Sigillum Domini Joannis Regis Portugalia

    Gostar

  7. O Rei está muito quieto, tem toda a informação para desmascarar republicanos, e pessoas com ideias monárquicas, mas são republicanos, porque recebem ajudas de todos nós contribuintes para as respectivas fundações que não tem qualquer utilidade pública. O povo nem sonha o que se passa. Quando souber qual será a reacção dos Portugueses, andamos nós a fazer sacrifícios, para outros fazerem outras coisas.Eu observo e aprende se muita coisa Senhora Cristiana Vargas

    Gostar

Deixe uma resposta para João Cancelar resposta