Heróis do acaso (6): a enfermeira mártir

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Edith Cavell, enfermeira. Quem decide dedicar a vida aos outros, deixa de ter escolha. Edith não teve escolha nem hesitações: quando o primeiro soldado lhe pediu ajuda, ela tudo fez para tratar as mazelas de guerra que apresentava, alimentá-lo e pô-lo a salvo. O mesmo para todos os outros que lhe seguiram, fossem alemães ou aliados. Ao todo terá salvo mais de 200 pessoas.
Eram homens que precisavam de auxílio e só isso importava para a enfermeira inglesa.
Até ali tinha vivido de forma discreta mas significativa, como governanta e, depois de encontrar a verdadeira vocação, como enfermeira. Apesar da discrição, a sua abnegação e coragem, bem como o seu profissionalismo, já tinham dado nas vistas, porque foi condecorada por tratar de doentes com febre tifoide e convidada a dirigir uma escola de enfermeiras em Bruxelas, onde foi fundamental para profissionalizar a sua profissão naquele País.
Quando rebentou a I Grande Guerra, viu-se no meio do conflito e, como sempre fora seu timbre, facilmente encontrou forma de ser útil e ajudar quem precisava.

As suas atividades não tardaram a ser detetadas e vigiadas pelos alemães, que dominavam o território belga.
Não desistiu de fazer o que considerava ser o certo e acabaria por ser presa.

Encarcerada durante nove longas semanas, foi julgada em tribunal marcial, em paralelo com mais cerca de três dezenas de pessoas acusadas de ações idênticas, todas condenadas à morte. Só ela e o arquiteto Philippe Baucq foram executados, pelo crime de colaborar com forças inimigas.

O fim chegou no dia 12 de outubro de 1915, perante um pelotão de fuzilamento. Faltava-lhe pouco mais de um mês para completar 50 anos.
E, ao contrário do habitual nestes heróis do acaso, muito ainda se falou de Edith Cavell, usada como “bandeira” dos aliados e espelho da barbárie alemã.

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Fontes

Hemeroteca Digital de Lisboa
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/
Mundo Gráfico
ano IV; nº 94 – 30 ago. 1944

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Edith_Cavell

https://fr.wikipedia.org/wiki/Philippe_Baucq

5 responses to “Heróis do acaso (6): a enfermeira mártir”

  1. Avatar de Helena Carvalho da Silva
    Helena Carvalho da Silva

    Agora são enfermeiras como esta que nos podem salvar, obrigada por nos lembrar da importância da/os enfermeiros!

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  2. Avatar de Maria Lurdes Maria
    Maria Lurdes Maria

    Tristeza, não vejo a hora das guerras acabarem, esta paz podre, que não me convence, estamos sempre na iminência de qualquer coisa má. Vá lá , já chega… Desculpa o desabafo, divaguei um bocado. Gostei do artigo continuaM.L.M.

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  3. E bem verdade, não estamos em guerra, mas estamos numa situação em que dependemos mais uns dos outros e da capacidade dos profissionais de saúde. Obrigada pelos comentários.

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  4. Boa tardeAo pesquisar a vida da Edith Piaf descobri q a cantora Francesa deveo seu nome a´ enfermeira aqui referida q morreu assassinada dois meses antesdo nascimento da cantora francesa.E acrescento usando a ideia do seu a´ margem que Piaf nao foi nome de registo apenas um nome artistico acrescentado por significar em francesum pardal. A.A.

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    1. Não fazia ideia! Já aprendi mais alguma coisa. Muito obrigada!

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